A prisão de um piloto em flagrante no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, por suspeita de integrar uma rede de exploração sexual infantil, trouxe à tona a urgência de um debate sobre um crime muitas vezes silencioso. Casos como este mostram que os agressores podem estar em qualquer lugar, e saber identificar os sinais de alerta é fundamental para proteger crianças e adolescentes.

Muitas vezes, a exploração não deixa marcas físicas visíveis, mas altera o comportamento da vítima de maneira drástica. A dificuldade de reconhecer os indícios é um dos principais obstáculos para que o ciclo de violência seja interrompido. Por isso, a atenção de familiares, amigos e educadores é crucial para a identificação do problema.

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Como identificar os sinais de exploração infantil

A exploração pode se manifestar de diversas formas, desde mudanças de humor até o surgimento de objetos que a criança não teria como comprar. Ficar atento a esses detalhes pode ser o primeiro passo para uma intervenção. Observe os seguintes pontos:

  • Mudanças de comportamento: isolamento repentino, agressividade, medo, tristeza constante, choro sem motivo aparente ou recusa em ficar perto de uma pessoa específica.

  • Queda no rendimento escolar: dificuldade de concentração, notas baixas e faltas frequentes podem indicar que algo está errado.

  • Sinais físicos: além de marcas e machucados sem explicação plausível, a falta de higiene pessoal ou o uso de roupas inadequadas para o clima também são alertas.

  • Presentes e dinheiro: o surgimento de celulares, roupas ou dinheiro incompatíveis com a realidade financeira da família pode ser um indício de que alguém está aliciando a criança.

  • Comportamento sexualizado: uso de linguagem ou demonstração de conhecimentos sobre sexualidade que não são adequados para a idade.

Onde e como denunciar

A denúncia é o principal instrumento para proteger a vítima e punir os agressores. Ela pode ser feita de forma anônima, e qualquer suspeita deve ser comunicada às autoridades competentes. Os canais são seguros e preparados para acolher a informação.

  • Disque 100: o Disque Direitos Humanos funciona 24 horas por dia, todos os dias. A ligação é gratuita e anônima. O serviço acolhe denúncias de violações contra crianças e adolescentes.

  • Conselho Tutelar: cada município possui um ou mais conselhos tutelares, que são a porta de entrada para a rede de proteção. O contato pode ser encontrado na prefeitura local ou por meio de uma busca online. Eles podem ser acionados para averiguar a situação e tomar as medidas necessárias.

  • Polícia: em casos de emergência ou flagrante, o telefone 190 da Polícia Militar deve ser acionado. Denúncias também podem ser feitas em qualquer delegacia, especialmente as especializadas na proteção da criança e do adolescente.

  • SaferNet Brasil: para crimes ocorridos na internet, a organização SaferNet oferece um canal de denúncia online em seu site oficial, que encaminha os casos para a Polícia Federal e o Ministério Público.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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