A Bélgica vai muito além do futebol e dos chocolates. O país europeu é um verdadeiro templo para os amantes de cerveja, com uma tradição tão rica que foi reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco. Navegar por essa diversidade pode parecer desafiador, mas conhecer os estilos principais é o primeiro passo para uma jornada de sabores.
Para quem deseja começar a explorar esse universo, entender as características de cada tipo de cerveja belga é fundamental. Cada estilo oferece uma experiência única, revelando a criatividade e a história por trás de cada rótulo. Separamos os sete estilos essenciais que todo iniciante precisa conhecer para começar a desvendar essa cultura líquida.
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Witbier: a cerveja de trigo
Leve, refrescante e com aparência turva, a Witbier é a porta de entrada perfeita. Feita com trigo não maltado, sua receita tradicionalmente leva casca de laranja e sementes de coentro, que lhe conferem notas cítricas e condimentadas. É uma cerveja fácil de beber, ideal para dias mais quentes e harmonizações com peixes e saladas.
Blond Ale: equilíbrio e refrescância
Dourada e cristalina, a Belgian Blond Ale é um clássico que equilibra o dulçor do malte com um leve toque frutado e condimentado, resultado da ação das leveduras. É uma cerveja versátil, com teor alcoólico moderado, que agrada a diversos paladares e combina bem com frango assado e queijos suaves.
Dubbel: notas de frutas escuras
Aqui a complexidade começa a aumentar. As Dubbels são cervejas de abadia com coloração que vai do âmbar ao marrom. No aroma e no sabor, espere encontrar notas de frutas escuras, como ameixa e uva-passa, além de toques de caramelo e um final relativamente seco. É perfeita para acompanhar carnes vermelhas.
Tripel: dourada, potente e aromática
Apesar do nome, a Tripel costuma ser mais clara que a Dubbel, com uma cor dourada intensa. É uma cerveja forte, complexa e aromática, com notas frutadas e condimentadas bem evidentes, que lembram pimenta-do-reino ou cravo. Seu teor alcoólico elevado é bem inserido em um corpo seco e final refrescante.
Quadrupel: complexidade no copo
Considerada a mais potente entre as cervejas de abadia, a Quadrupel é escura, alcoólica e encorpada. Ela entrega uma experiência sensorial rica, com sabores complexos de frutas escuras, melaço, toffee e especiarias. É uma cerveja para ser apreciada lentamente, como um bom vinho, em noites frias.
Saison: a cerveja da fazenda
Originária das fazendas da Valônia, a Saison era produzida para hidratar os trabalhadores rurais durante o verão. É uma cerveja seca, refrescante e com alta carbonatação. Seus aromas são rústicos, com notas cítricas, frutadas e apimentadas, conferindo um perfil único e muito gastronômico.
Lambic e Gueuze: a tradição ácida
Este estilo é único por sua fermentação espontânea, feita com leveduras selvagens presentes no ar de Bruxelas e arredores. A Lambic é a cerveja base, geralmente sem gás e com acidez pronunciada. Já a Gueuze é um blend de Lambics de diferentes idades, resultando em uma bebida frisante, complexa e com acidez marcante.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
