Periodicamente, boatos sobre uma possível taxação do Pix voltam a circular, gerando dúvidas entre os usuários. A resposta direta do Banco Central (BC) e da Receita Federal, no entanto, continua a mesma em 2026: não. Não há qualquer proposta para criar uma taxa sobre o Pix para pessoas físicas, e a gratuidade permanece como uma diretriz fundamental do sistema.
A desinformação ganhou força em 2025, após uma confusão com normas da Receita Federal — posteriormente revogadas — que foram mal interpretadas como uma nova taxação. Contudo, a regra do BC é clara: instituições financeiras não podem cobrar de pessoas físicas por envios ou recebimentos, exceto em situações que configuram uso comercial.
Leia Mais
Governo Lula prepara campanha às pressas para negar taxação do Pix
Pagamento de boletos por PIX vale a partir desta segunda; entenda mudanças
Quando o Pix para pessoa física pode ser cobrado?
O Banco Central autoriza a cobrança de tarifa para pessoas físicas apenas em cenários que indicam atividade de negócio. É importante notar que a cobrança é uma decisão da instituição financeira, não uma obrigação, e só pode ocorrer nas seguintes situações:
Recebimento de mais de 30 Pix por mês: Quando a conta é usada para receber pagamentos por vendas de produtos ou serviços.
Recebimento via QR Code comercial: Ao usar um QR Code dinâmico ou um QR Code gerado por um pagador pessoa jurídica, que caracteriza uma transação comercial.
Uso de canais presenciais: Ao optar por realizar a operação em agências ou por telefone, quando os meios eletrônicos estão disponíveis.
Para pessoas jurídicas (PJ), o cenário é diferente. Desde o lançamento do sistema, os bancos têm autorização para definir suas próprias políticas de cobrança para contas empresariais.
Monitoramento fiscal não é taxação
É fundamental diferenciar a gratuidade do Pix do monitoramento fiscal. Embora a Receita Federal possa analisar transações para combater a sonegação de impostos, esse acompanhamento não tem qualquer relação com a criação de uma nova taxa. As regras de gratuidade para o uso pessoal permanecem inalteradas.
Instabilidades pontuais em serviços digitais são, por vezes, usadas como gatilho para disseminar desinformação. É essencial diferenciar problemas técnicos de mudanças na regulamentação do sistema, que são sempre comunicadas oficialmente pelo Banco Central.
O Banco Central reforça que a gratuidade para o cidadão comum é um pilar do Pix e não há previsão de alteração nessa política. As transferências entre amigos, familiares e pagamentos do dia a dia continuam gratuitas.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
