O sonho de se tornar médico no Brasil, alimentado por histórias de superação como a de jovens que conquistam vagas em universidades públicas, passa por um desafio concreto: o alto custo da formação. O investimento para concluir os seis anos do curso pode ultrapassar R$ 1 milhão, considerando apenas as mensalidades em instituições privadas.

Cursar medicina em uma faculdade particular exige um planejamento financeiro robusto. Segundo dados de 2026, os valores das mensalidades variam de R$ 5 mil a mais de R$ 17 mil em todo o país, com uma mediana nacional em torno de R$ 10.866. Ao longo de toda a graduação, o desembolso apenas com as taxas educacionais pode ultrapassar R$ 1 milhão, sem contar os reajustes anuais.

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Gastos além da mensalidade

O investimento, no entanto, vai muito além das parcelas mensais. O estudante de medicina precisa arcar com uma série de despesas adicionais que são essenciais para a sua formação e pesam no orçamento familiar. A lista de gastos paralelos é extensa e contínua durante todo o curso.

Entre os principais custos extras, destacam-se:

  • Materiais e equipamentos: jalecos, estetoscópios, medidores de pressão e outros instrumentos básicos são apenas o começo. Livros técnicos da área médica são caros e as bibliografias são atualizadas com frequência.

  • Moradia e alimentação: para quem precisa se mudar de cidade, esses são os gastos mais significativos. O curso em período integral dificulta a possibilidade de trabalhar para complementar a renda.

  • Transporte: o deslocamento diário para a faculdade e, posteriormente, para os locais de internato e residência, também representa uma despesa fixa.

  • Eventos e cursos: a participação em congressos, simpósios e cursos de atualização é fundamental para o currículo do futuro médico e exige investimento em inscrições e viagens.

O desafio na universidade pública

Mesmo para os aprovados em universidades públicas, onde não há cobrança de mensalidade, a jornada tem seus custos. As despesas com moradia, alimentação, transporte e materiais continuam presentes. A dedicação exclusiva exigida pelo curso limita as oportunidades de trabalho, tornando o apoio financeiro da família ou de programas de auxílio estudantil indispensável.

Esses programas, que oferecem bolsas de permanência, nem sempre são suficientes para cobrir todas as necessidades do aluno. Por isso, a conquista da vaga é apenas o primeiro passo de uma longa e custosa caminhada até o diploma, que demanda planejamento e, muitas vezes, sacrifício de toda a família.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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