A futura revitalização da centenária Escola Estadual Pedro II, no bairro Funcionários, em Belo Horizonte, joga luz sobre um patrimônio arquitetônico que muitas vezes passa despercebido no dia a dia. Para além dos famosos cartões-postais do Circuito Liberdade e do Conjunto Arquitetônico da Pampulha, a capital mineira guarda edifícios históricos com detalhes e histórias que merecem um olhar mais atento.

Essas construções, espalhadas principalmente pela região central, ajudam a contar a história da cidade, desde seus primeiros anos até a consolidação como metrópole. Conhecer esses espaços é uma forma de redescobrir a capital mineira. Separamos cinco dessas joias arquitetônicas que talvez você ainda não conheça ou não tenha observado com a devida atenção.

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Edifício Acaiaca

Localizado no coração da cidade, na Avenida Afonso Pena, o Acaiaca é um dos mais imponentes exemplares da arquitetura Art Déco em Belo Horizonte. Inaugurado em 1947, foi por muito tempo o prédio mais alto da cidade. Seu grande diferencial está nas duas gigantescas carrancas na fachada, inspiradas na lenda da tribo indígena Acaiaca, que dá nome ao edifício, e que vigiam o movimento do hipercentro.

Palacete Dantas

Embora esteja no Circuito Liberdade, o Palacete Dantas muitas vezes fica à sombra do Palácio da Liberdade. Construído em 1916, o prédio de estilo eclético serviu como residência e hoje abriga parte da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo. Seus detalhes ornamentados, jardins e a escadaria interna são um convite a uma viagem no tempo.

Cine Theatro Brasil Vallourec

Outra preciosidade Art Déco na Praça Sete, o Cine Theatro Brasil Vallourec é um marco cultural e arquitetônico. Inaugurado em 1932, passou por uma restauração minuciosa que recuperou seu glamour original. A fachada monumental e os interiores sofisticados preservam a atmosfera dos grandes cinemas de rua, funcionando hoje como um moderno centro cultural.

Sede do Automóvel Clube de Minas Gerais

Com sua fachada neoclássica imponente, a sede do Automóvel Clube, na Avenida Afonso Pena, representa o poder da elite mineira no início do século XX. O edifício de 1925 foi palco de grandes eventos sociais e políticos. Seus salões luxuosos e a arquitetura sóbria contrastam com a agitação do centro da cidade e guardam memórias de uma Belo Horizonte que se modernizava.

Conservatório da UFMG

Fundado em 1926, o Conservatório Mineiro de Música, hoje ligado à UFMG, é um belo exemplo de arquitetura eclética. Localizado também na Avenida Afonso Pena, o prédio se destaca pela simetria e pelos elementos decorativos em sua fachada. Além de sua beleza externa, o espaço tem uma vida cultural intensa, com recitais e concertos abertos ao público.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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