O Sol está passando por um período de intensa atividade em 2026, um fenômeno conhecido como máximo solar. Isso significa que o número de manchas solares, erupções e ejeções de massa coronal atingiu seu ponto mais alto, resultando em espetáculos visuais como auroras mais frequentes e visíveis em latitudes mais baixas, além de possíveis impactos em tecnologias na Terra.
Esse comportamento faz parte de um ciclo natural que dura, em média, 11 anos. Durante esse período, o campo magnético do Sol passa por uma transformação completa, na qual os polos magnéticos norte e sul trocam de lugar. O ponto de maior atividade, ou máximo solar, marca a metade desse ciclo, quando o campo magnético está mais emaranhado e instável.
A atividade solar começa a aumentar gradualmente após um período de calmaria, chamado de mínimo solar. À medida que o ciclo avança, o campo magnético se contorce e surgem mais manchas solares. Essas manchas são regiões mais frias e escuras na superfície do Sol, mas com uma atividade magnética extremamente intensa, funcionando como gatilhos para as explosões solares.
Quais os efeitos do pico de atividade?
Durante o máximo solar, as erupções se tornam mais comuns. Elas são explosões de radiação que podem liberar a energia de bilhões de bombas atômicas em minutos. Quando essas explosões são acompanhadas por uma ejeção de massa coronal, nuvens de plasma e partículas energizadas são lançadas pelo espaço a altíssima velocidade.
Se essa nuvem de partículas atinge a Terra, ela interage com o campo magnético do nosso planeta. O resultado mais conhecido desse encontro são as auroras boreais e austrais, que se tornam mais vibrantes e podem ser vistas em locais onde normalmente não aparecem. O fenômeno ocorre quando as partículas solares colidem com os gases da nossa atmosfera.
Apesar da beleza, essa intensa atividade também apresenta riscos. As tempestades geomagnéticas podem interferir em satélites de comunicação e GPS, causando interrupções temporárias. Além disso, redes de energia elétrica podem sofrer sobrecargas e sistemas de rádio de alta frequência, usados na aviação e por serviços de emergência, podem ser afetados.
Agências espaciais e de meteorologia, como a NASA, a ESA e o Centro de Previsão do Clima Espacial da NOAA (SWPC), monitoram o Sol constantemente para prever a ocorrência de grandes tempestades e emitir alertas. Essa vigilância permite que operadoras de satélites e de redes elétricas tomem medidas para proteger seus sistemas, minimizando os possíveis danos causados pelo pico de atividade do nosso astro.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
