Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) são o alvo de um golpe que usa a prova de vida como isca para roubar dados. Criminosos entram em contato por telefone ou WhatsApp, se passando por funcionários do órgão, e solicitam informações sensíveis sob o pretexto de uma suposta atualização cadastral obrigatória.
A abordagem dos golpistas é pensada para gerar urgência e medo. Eles costumam afirmar que, sem o procedimento, o benefício pode ser bloqueado ou cancelado, pressionando a vítima a agir rapidamente e sem pensar.
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Entenda a tática dos golpistas
O contato inicial geralmente ocorre por meio de uma mensagem de texto ou ligação. O fraudador utiliza uma foto e um nome falsos, simulando ser um atendente oficial do INSS. Em seguida, solicita o envio de fotos de documentos, como RG e CPF, além de uma selfie do beneficiário segurando a identificação.
Com esses dados em mãos, os criminosos conseguem validar a identidade da vítima em aplicativos de bancos digitais para abrir contas e solicitar empréstimos consignados, causando um enorme prejuízo financeiro.
É fundamental saber que o INSS não entra em contato ativo para pedir fotos, senhas ou dados pessoais por telefone ou aplicativos de mensagem. Desde o início de 2023, a prova de vida é feita de forma automática para a maioria dos beneficiários, por meio do cruzamento de informações de outros bancos de dados do governo. O órgão aguarda até 10 meses a partir da data de aniversário do segurado para realizar essa validação e, apenas se não houver registros de atividades, o beneficiário será notificado oficialmente para realizar o procedimento antes de qualquer bloqueio.
Como se proteger e evitar a fraude
Para não se tornar uma vítima, adote algumas medidas de segurança simples e eficazes. Ficar atento aos detalhes da abordagem é o primeiro passo para identificar a tentativa de fraude e garantir a proteção de suas informações e do seu benefício.
Desconfie de qualquer contato: o INSS não pede dados pessoais por telefone, SMS ou WhatsApp. Se receber uma ligação ou mensagem do tipo, não prossiga.
Nunca envie fotos de documentos: não compartilhe imagens do seu RG, CPF, CNH ou comprovante de residência com desconhecidos.
Use apenas os canais oficiais: para consultar informações ou realizar serviços, utilize o aplicativo ou site Meu INSS ou ligue para a central telefônica 135.
Lembre-se da prova de vida automática: o INSS cruza dados de outras fontes, como votação nas eleições, atendimento no SUS ou emissão de passaporte, para comprovar que o beneficiário está vivo.
Na dúvida, desligue e bloqueie: se a conversa parecer suspeita, encerre a chamada ou o chat imediatamente e bloqueie o número para evitar novas tentativas.
Se caiu no golpe, aja rápido: registre um Boletim de Ocorrência online e comunique imediatamente seu banco para bloquear transações suspeitas.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
