Desde que iniciou suas operações científicas em julho de 2022, o Telescópio Espacial James Webb (JWST) transformou nossa janela para o universo. Lançado em 25 de dezembro de 2021, o observatório espacial tem capturado imagens com uma clareza sem precedentes, revelando detalhes de galáxias distantes, atmosferas de planetas fora do nosso sistema solar e o nascimento de estrelas.

As observações do telescópio — uma colaboração entre a NASA, a ESA (Agência Espacial Europeia) e a CSA (Agência Espacial Canadense) — já reescrevem capítulos da astronomia. Operando a 1,5 milhão de quilômetros da Terra, no ponto de Lagrange L2, sua capacidade de enxergar em infravermelho permite atravessar nuvens de poeira cósmica que antes bloqueavam a visão de outros instrumentos, como o Hubble.

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Veja cinco descobertas que demonstram o impacto do James Webb até agora.

Principais revelações do James Webb

1. As primeiras galáxias do universo
Uma das missões centrais do Webb é olhar para o passado, observando a luz de galáxias que se formaram pouco tempo após o Big Bang. O telescópio já identificou algumas das galáxias mais antigas e distantes já vistas, algumas surgindo apenas 300 milhões de anos após o nascimento do universo.

O mais surpreendente é que essas galáxias primitivas se mostraram mais complexas e estruturadas do que os modelos teóricos previam. Essa revelação desafia a compreensão atual sobre a rapidez com que as primeiras estruturas cósmicas se formaram e evoluíram.

2. Análise de atmosferas em outros mundos
O James Webb deu um passo gigantesco na busca por planetas potencialmente habitáveis. Pela primeira vez, foi possível detectar com clareza a composição química da atmosfera de exoplanetas, mundos que orbitam outras estrelas. O telescópio já identificou a presença de vapor de água, dióxido de carbono e metano em vários deles.

Essa capacidade não confirma a existência de vida, mas é um passo fundamental. Ao analisar os gases presentes, os cientistas podem determinar se um planeta tem condições favoráveis para abrigar vida como a conhecemos.

3. O nascimento de estrelas em detalhes
Imagens icônicas, como a nova versão dos "Pilares da Criação", mostraram o processo de formação estelar com uma riqueza de detalhes nunca antes vista. A visão infravermelha do Webb penetra nos densos véus de gás e poeira dos berçários estelares, revelando estrelas recém-nascidas que estavam ocultas.

Essas observações ajudam a entender como as estrelas se formam, acumulam massa e como seus sistemas planetários começam a se desenvolver ao seu redor.

4. Colisões de galáxias com nova clareza
O telescópio registrou imagens espetaculares de galáxias em processo de fusão, como o "Quinteto de Stephan". Essas capturas mostram como as interações gravitacionais deformam as galáxias, desencadeiam ondas de formação de novas estrelas e alimentam buracos negros supermassivos em seus centros.

Os dados coletados oferecem uma visão clara sobre como as galáxias, incluindo a nossa Via Láctea, crescem e se transformam ao longo de bilhões de anos por meio dessas colisões cósmicas.

5. Um novo olhar sobre o nosso Sistema Solar
Apesar de seu foco no universo profundo, o James Webb também tem sido usado para observar nossos vizinhos. Ele produziu imagens impressionantes de Júpiter, mostrando em detalhes suas auroras, anéis tênues e tempestades gigantes. Também observou Netuno e seus anéis de uma forma que não era vista há décadas.

Essas observações do nosso próprio quintal cósmico fornecem dados valiosos sobre a dinâmica atmosférica e a composição dos planetas gigantes do Sistema Solar.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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