Com a taxa Selic em 15% ao ano — seu maior patamar desde julho de 2006 —, o cenário para quem busca segurança e bons rendimentos na renda fixa está especialmente atraente. Enquanto o Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne nesta quarta-feira (28) para sua primeira decisão do ano, a manutenção dos juros altos abre uma janela de oportunidade para investidores que desejam fazer o dinheiro render mais que a poupança sem assumir grandes riscos.

A Selic funciona como uma referência para diversas aplicações financeiras. Quando ela sobe, os retornos de muitos investimentos conservadores também aumentam. Mesmo com a projeção do mercado financeiro de que a taxa caia para 12,25% até o final de 2026, os juros permanecerão em níveis elevados, tornando a renda fixa uma alternativa inteligente para proteger e multiplicar o patrimônio em um cenário de inflação projetada em 4,05% para o ano. Com tantas opções disponíveis, saber onde alocar os recursos é fundamental para aproveitar o momento.

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Para ajudar nessa escolha, listamos cinco investimentos de renda fixa que se destacam no cenário atual.

Onde investir com a Selic em alta

Tesouro Selic
Considerado o investimento mais seguro do país por ser garantido pelo Tesouro Nacional, sua rentabilidade acompanha de perto a variação da taxa básica de juros. É ideal para quem busca liquidez diária, ou seja, a possibilidade de resgatar o dinheiro a qualquer momento, e baixo risco. Funciona muito bem como reserva de emergência.

CDBs (Certificados de Depósito Bancário)
Emitidos por bancos, os CDBs oferecem retornos geralmente atrelados ao CDI, um indicador que caminha junto com a Selic. Opções que pagam a partir de 100% do CDI já são vantajosas, e vale a pena pesquisar, pois bancos menores costumam oferecer taxas mais atrativas para competir com as grandes instituições. Esses ativos contam com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para valores de até R$ 250 mil por CPF e instituição.

LCIs e LCAs (Letras de Crédito Imobiliário e do Agronegócio)
Semelhantes aos CDBs e também protegidas pelo FGC, as LCIs e LCAs têm um grande diferencial: são isentas de Imposto de Renda para pessoas físicas. Essa vantagem faz com que um retorno aparentemente menor possa ser, na prática, mais lucrativo que o de um CDB com a mesma taxa. É importante notar, no entanto, que esses papéis costumam ter um prazo mínimo de carência, geralmente a partir de 90 dias, antes que o resgate possa ser feito.

Tesouro Prefixado
Nesta modalidade, você sabe exatamente qual será o rendimento no momento da aplicação, pois a taxa é fixa. É uma boa escolha para quem acredita que a Selic vai cair no futuro, já que permite travar uma taxa de juros elevada por um longo período. Exige, no entanto, atenção ao prazo de vencimento para não perder dinheiro em um resgate antecipado.

Tesouro IPCA+
Este título protege seu dinheiro da inflação. Sua rentabilidade é composta por uma taxa fixa mais a variação do IPCA, o índice oficial de preços do país. É especialmente indicado para objetivos de longo prazo, como aposentadoria ou compra de um imóvel, pois garante um ganho real acima da inflação, preservando o poder de compra.

A diversificação entre essas opções pode ser uma estratégia inteligente para equilibrar risco, liquidez e rentabilidade, aproveitando ao máximo o atual cenário de juros elevados.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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