Desaparecimentos que mobilizam o país trazem à tona uma angústia vivida por milhares de famílias. A busca por pessoas desaparecidas no Brasil, no entanto, conta com um aliado cada vez mais decisivo: a tecnologia. Ferramentas que vão de simples alertas em redes sociais a complexos sistemas de inteligência artificial têm se tornado essenciais para as investigações.

A primeira frente de atuação, e a mais acessível, é a mobilização online. Quando uma foto e informações sobre um desaparecido são compartilhadas no WhatsApp ou no Instagram, o alcance pode ser de milhões de pessoas em poucas horas. Essa velocidade é crucial nos momentos iniciais, aumentando as chances de alguém reconhecer a pessoa e fornecer pistas valiosas para a polícia.

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Essa colaboração popular se soma a iniciativas oficiais, como o sistema Sinal Desaparecidos, criado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). Com ele, agentes da PRF recebem alertas em seus celulares sobre desaparecimentos ocorridos em um raio de até 500 quilômetros, agilizando a fiscalização em rodovias e fronteiras.

Ferramentas usadas pela polícia

As forças de segurança também empregam tecnologias mais avançadas. Sistemas de reconhecimento facial, integrados a câmeras de segurança em cidades e aeroportos, podem ser utilizados para comparar imagens em tempo real com os bancos de dados de pessoas desaparecidas. A tecnologia pode identificar um rosto em meio a uma multidão e gerar um alerta imediato para as autoridades.

Outro recurso importante é a análise de dados de geolocalização. Com autorização judicial, a polícia pode rastrear os últimos passos de uma pessoa por meio do sinal de seu celular ou de transações com cartões de crédito. Essas informações digitais criam um mapa que ajuda a direcionar as equipes de busca para áreas mais prováveis.

O Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas, atualizado constantemente, centraliza as informações e permite que polícias de diferentes estados cruzem dados e colaborem nas investigações. Outra ferramenta importante é o SINALID (Sistema Nacional de Localização e Identificação de Desaparecidos), gerido pelo Ministério Público, que articula diferentes órgãos públicos para agilizar as buscas.

Para a população, a orientação é clara: assim que o desaparecimento for notado, é preciso registrar um boletim de ocorrência na delegacia mais próxima. Não é necessário esperar 24 horas. Ao compartilhar o caso nas redes, use apenas fotos oficiais e informações confirmadas pela polícia para evitar a disseminação de notícias falsas, que podem atrapalhar o trabalho policial ou colocar a família em risco. Qualquer pista deve ser comunicada diretamente pelo 190 (Polícia Militar), 191 (Polícia Rodoviária Federal) ou Disque 100.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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