Neste 27 de janeiro, o mundo marca o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto. A data, estabelecida pela ONU em 2005, serve como um lembrete solene sobre os seis milhões de judeus e outras minorias assassinadas pelo regime nazista. Uma das formas mais impactantes de compreender a dimensão dessa tragédia é visitar os locais que a testemunharam.

Conhecido como turismo da memória, esse tipo de viagem não busca lazer, mas sim reflexão e aprendizado. Conhecer esses espaços é uma maneira de honrar as vítimas e reforçar o compromisso para que atrocidades como essa nunca se repitam. Abaixo, listamos cinco locais na Europa que preservam essa parte sombria da história.

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Campo de Concentração de Auschwitz-Birkenau, Polônia

Localizado perto da cidade de Cracóvia, Auschwitz-Birkenau é o mais conhecido dos campos de extermínio nazistas. O complexo se tornou o principal símbolo do Holocausto. A visita ao museu e memorial é uma experiência profunda e perturbadora, que confronta o visitante com a escala industrial da morte.

O percurso inclui os blocos de prisioneiros, as ruínas das câmaras de gás e os crematórios, além de exposições com objetos pessoais das vítimas. A visita é um testemunho silencioso do horror e da desumanização promovidos pelo regime de Hitler.

Memorial aos Judeus Mortos da Europa, Alemanha

Situado no coração de Berlim, próximo ao Portão de Brandemburgo, este memorial é uma obra impactante. Composto por 2.711 blocos de concreto de diferentes alturas, o monumento cria um labirinto que causa uma sensação de desorientação e opressão em quem caminha por ele.

A estrutura não oferece uma explicação única, permitindo que cada visitante interprete a experiência de forma pessoal. O objetivo é provocar uma reflexão sobre o vazio deixado pelas milhões de vidas perdidas, em plena capital do antigo Terceiro Reich.

Casa de Anne Frank, Holanda

Em Amsterdã, a visita ao anexo secreto onde Anne Frank e sua família se esconderam por cerca de dois anos oferece uma perspectiva íntima do Holocausto. O local preserva o ambiente e conta a história da jovem que, por meio de seu diário, deu uma voz humana e universal à perseguição.

Atravessar a estante que escondia a entrada do esconderijo e percorrer os cômodos vazios conecta o visitante diretamente a uma das histórias mais comoventes do período, mostrando o impacto da guerra na vida de pessoas comuns.

Campo de Concentração de Dachau, Alemanha

Próximo a Munique, Dachau foi o primeiro campo de concentração estabelecido pelos nazistas, em 1933. Inicialmente destinado a presos políticos, tornou-se um protótipo para os demais campos do sistema nazista, servindo como centro de treinamento para oficiais da SS.

Hoje, o memorial preserva o portão original com a inscrição "Arbeit Macht Frei" (O trabalho liberta), os alojamentos reconstruídos e o crematório. A visita ao local expõe as origens e a evolução da brutalidade do regime.

Museu do Levante do Gueto de Varsóvia, Polônia

Este museu em Varsóvia é dedicado a um dos mais significativos atos de resistência judaica durante a Segunda Guerra Mundial: o levante armado de 1943. Os combatentes do gueto lutaram contra as tropas nazistas por quase um mês, em um ato de coragem e desespero.

As exposições narram a vida no gueto, os preparativos para a revolta e a luta desigual contra um inimigo muito superior. A visita oferece uma perspectiva fundamental sobre a agência e a resistência das vítimas, contrariando a imagem de passividade.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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