A notícia de uma criança vítima de violência extrema causa comoção e levanta uma questão fundamental: como agir para proteger os mais vulneráveis? Saber identificar os sinais de maus-tratos e conhecer os canais corretos para denunciar é a principal ferramenta que a sociedade possui para interromper ciclos de abuso e salvar vidas. A denúncia é um ato de cidadania, sigiloso e seguro.

Qualquer pessoa pode e deve relatar uma suspeita de violência contra crianças e adolescentes. O silêncio pode custar muito caro, e a responsabilidade de proteger os pequenos é coletiva. A legislação brasileira, por meio do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), ampara quem denuncia e estabelece uma rede de proteção para acolher as vítimas.

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Como identificar sinais de violência?

Muitas vezes, os sinais de abuso não são óbvios, mas a observação atenta pode revelar indícios importantes. Ficar atento a mudanças no comportamento da criança é o primeiro passo. Alguns dos sinais mais comuns que podem indicar uma situação de risco incluem:

  • Sinais físicos: marcas no corpo, como hematomas, arranhões, queimaduras ou fraturas sem explicação plausível e em locais incomuns.

  • Sinais comportamentais: mudanças repentinas de humor, agressividade, isolamento social, medo excessivo de adultos, choro constante ou retorno a fases anteriores do desenvolvimento, como voltar a fazer xixi na cama.

  • Sinais emocionais: ansiedade, pesadelos frequentes, depressão, baixa autoestima ou desenvolvimento de fobias.

  • Sinais de negligência: higiene precária, fome constante, vestimentas inadequadas para o clima, ausência frequente na escola ou falta de cuidados médicos.

Onde e como denunciar?

Existem diversos canais oficiais, gratuitos e seguros para formalizar uma denúncia de forma anônima. Não é preciso ter certeza absoluta para fazer a comunicação; a simples suspeita já é suficiente para que os órgãos competentes iniciem a apuração.

O principal canal é o Disque 100 (Disque Direitos Humanos). A ligação é gratuita e o serviço funciona diariamente, das 8h às 22h, inclusive em finais de semana e feriados. A denúncia pode ser feita de forma totalmente anônima. O serviço também está disponível pelo WhatsApp (61) 99611-0100 e Telegram. Todas as denúncias são acolhidas, analisadas e encaminhadas aos órgãos responsáveis da região.

O Conselho Tutelar é o órgão municipal responsável por zelar pelos direitos da criança e do adolescente. Ele pode ser procurado diretamente para relatar a suspeita. Em situações de emergência, quando a criança corre perigo imediato, a Polícia Militar deve ser acionada pelo número 190.

Além dos canais telefônicos, as denúncias podem ser registradas pela internet, através do site da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, e pelo aplicativo Direitos Humanos Brasil, disponível para download gratuito.

A denúncia também pode ser feita pessoalmente em qualquer delegacia de polícia, preferencialmente nas Delegacias de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), quando disponíveis no município. Ao relatar, é importante fornecer o máximo de informações, como o endereço onde a criança vive e uma descrição da situação suspeita.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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