Planejar uma viagem aos Estados Unidos envolve etapas cruciais que vão muito além da compra de passagens. Para brasileiros, a atenção com o visto americano, a validade do passaporte e as regras de entrada no país são fundamentais para evitar problemas na imigração e garantir uma experiência tranquila.

Com a alta demanda e as constantes atualizações nas regras, estar bem informado é o primeiro passo para o sucesso da viagem. Um guia prático com os pontos mais importantes pode fazer toda a diferença no planejamento, desde a organização dos documentos até o momento de passar pela alfândega.

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1. Visto americano: o primeiro passo

O processo para obter o visto de turista (B2) começa com o preenchimento online do formulário DS-160. É essencial que todas as informações sejam precisas e correspondam aos seus documentos, pois inconsistências podem levar à negação do visto.

Após o envio, é preciso pagar a taxa consular (atualmente de US$ 185) e agendar duas visitas: uma ao Centro de Atendimento ao Solicitante de Visto (CASV), para coleta de dados biométricos, e outra ao consulado ou embaixada, para a entrevista. Dependendo da cidade escolhida, os dois procedimentos podem ocorrer no mesmo dia ou em locais diferentes. A recomendação é iniciar o processo com meses de antecedência devido à alta procura.

2. Passaporte com validade em dia

Uma regra essencial é que o passaporte brasileiro deve estar válido durante todo o período de permanência nos Estados Unidos. Diferentemente de outros países, o Brasil faz parte do acordo Six-Month Club, dispensando a exigência de validade adicional de seis meses após o retorno. Ainda assim, é recomendável viajar com passaporte com boa margem de validade para evitar problemas.

Além do passaporte, tenha em mãos cópias de reservas de hotéis, passagens de volta e comprovantes financeiros. Embora nem sempre sejam solicitados, esses documentos podem ser úteis para comprovar o propósito turístico da sua visita durante a entrevista na imigração.

3. O que esperar na imigração

Ao desembarcar, todos os viajantes passam pelo controle de imigração, conduzido por um oficial da Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP). Ele irá conferir seu passaporte, visto e fazer algumas perguntas básicas sobre sua estadia.

Perguntas sobre o motivo da viagem, tempo de permanência e local de hospedagem são comuns. Responda de forma clara e objetiva. O oficial também registrará sua entrada digitalmente, processo que substituiu o antigo formulário de papel I-94. É possível consultar o seu registro de entrada (I-94) online para verificar o prazo de permanência autorizado.

4. Atenção às regras de bagagem

Na bagagem de mão, líquidos, géis e aerossóis devem estar em frascos de até 100 ml, todos acondicionados em uma única embalagem plástica transparente de até 1 litro. Aparelhos eletrônicos maiores que um celular, como laptops e tablets, precisam ser retirados da mala para inspeção no raio-x.

Restrições rigorosas se aplicam a alimentos frescos, como frutas e carnes, sementes e produtos de origem agrícola. Declarar todos os itens alimentícios é obrigatório e evita multas. Na dúvida, é melhor não levar para não correr o risco de ter o produto confiscado.

5. Dinheiro e declaração de valores

É permitido entrar nos EUA com dinheiro em espécie, mas valores superiores a US$ 10 mil por pessoa ou família devem ser obrigatoriamente declarados às autoridades alfandegárias. A não declaração pode resultar em apreensão do dinheiro e outras penalidades.

O uso de cartões de crédito é amplamente aceito. Antes de viajar, avise seu banco sobre o período em que estará no exterior para evitar bloqueios por suspeita de fraude. Ter mais de uma opção de pagamento oferece maior segurança durante a estadia.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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