O governo federal anunciou as novas regras do programa Minha Casa, Minha Vida, que passarão a valer a partir de 2026. As mudanças alteram as faixas de renda, o valor máximo dos imóveis financiados e as taxas de juros, com o objetivo de ampliar o acesso à moradia para famílias de baixa e média renda.
As alterações foram pensadas para adaptar o programa à realidade econômica do país, considerando a inflação e o aumento no custo da construção civil. Com os novos tetos de renda e de valor dos imóveis, mais brasileiros poderão se qualificar para o financiamento habitacional, especialmente nos grandes centros urbanos, onde o preço dos imóveis é mais elevado.
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As novas diretrizes reestruturam as faixas de renda e as condições de financiamento para tornar o programa mais inclusivo. As principais alterações são:
Faixa 1: destinada a famílias com renda mensal de até R$ 2.850. Este grupo continua a ter acesso às melhores condições, incluindo subsídios maiores e gratuidade no financiamento para beneficiários do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC).
Faixa 2: agora abrange famílias com renda entre R$ 2.850,01 e R$ 4.700. As taxas de juros para este grupo também foram ajustadas para facilitar o financiamento.
Faixa 3: engloba famílias com renda mensal de R$ 4.700,01 a R$ 8.600.
Faixa 4: criada para ampliar o acesso da classe média, engloba famílias com renda mensal entre R$ 8.600,01 e R$ 12.000. Esta é uma das principais novidades para 2026, permitindo que mais famílias tenham acesso a condições especiais de financiamento.
Novos valores e condições
Além das faixas de renda, o valor máximo dos imóveis que podem ser financiados pelo programa também foi reajustado. Para as Faixas 1 e 2, o teto varia entre R$ 255 mil e R$ 270 mil, dependendo do município. Para a Faixa 3, o valor máximo do imóvel financiado pode chegar a R$ 350 mil, também conforme a localidade.
As taxas de juros foram atualizadas e variam entre 4% e 8,16% ao ano, dependendo da faixa de renda e da região do país. As menores taxas são destinadas às famílias de menor renda, especialmente no Norte e Nordeste. O prazo de financiamento também foi ampliado para até 35 anos (420 meses).
As novas regras também reforçam a prioridade de atendimento para grupos específicos, como famílias chefiadas por mulheres, pessoas com deficiência, idosos e populações em situação de rua. O governo espera que as mudanças impulsionem o setor da construção civil e reduzam o déficit habitacional no país. As novas condições serão aplicadas aos contratos firmados a partir de janeiro de 2026.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
