Você já se perguntou como o Waze ou o Google Maps souberam do acidente no Anel Rodoviário, em Belo Horizonte, antes mesmo de a notícia aparecer nos jornais? A resposta está no seu próprio celular e em uma combinação poderosa de tecnologia colaborativa e inteligência artificial que transforma cada motorista em um sensor de trânsito.
A mágica por trás desses aplicativos de trânsito começa com os dados que eles coletam de forma anônima de todos os usuários. Quando você dirige com o Waze ou o Google Maps aberto, seu smartphone envia constantemente informações sobre sua localização e velocidade para os servidores da empresa. Assim, cada motorista contribui para formar um mapa vivo do trânsito.
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GPS e botão de pânico: a tecnologia a favor da segurança de motoristas
Quando vários motoristas começam a reduzir a velocidade ou parar em um trecho específico de uma via, o sistema identifica automaticamente um ponto de lentidão ou um congestionamento. A rapidez com que essa informação é processada permite que o aplicativo alerte outros motoristas em tempo real, recalculando rotas para evitar o problema.
A comunidade informa primeiro
Além da coleta passiva de dados de velocidade, a colaboração ativa dos usuários é fundamental, especialmente no Waze. Motoristas podem reportar manualmente diversos tipos de ocorrências na via, como:
acidentes;
veículos parados no acostamento;
buracos na pista;
radares de velocidade;
presença de polícia.
Esses alertas são imediatamente compartilhados com outros motoristas que passam pela mesma região. Quanto mais usuários confirmam um alerta, maior a sua credibilidade dentro do sistema, que o destaca no mapa para que todos vejam.
Inteligência artificial para prever o futuro
A inteligência artificial entra em cena para analisar esse volume gigantesco de informações. Os algoritmos não apenas identificam o trânsito atual, mas também o comparam com dados históricos daquela mesma via, dia da semana e horário. Isso ajuda a diferenciar um congestionamento atípico, causado por um acidente, do fluxo intenso que já é esperado para aquele local.
Essa análise preditiva é o que permite aos aplicativos estimar com precisão o tempo de chegada ao seu destino. A tecnologia calcula a melhor rota considerando não só a distância, mas principalmente as condições de tráfego naquele exato momento. É por isso que, muitas vezes, um caminho mais longo pode ser o mais rápido.
Os aplicativos também integram informações de fontes oficiais, como departamentos de trânsito e concessionárias de rodovias, sobre obras e eventos programados. A combinação de dados oficiais, informações passivas de velocidade e alertas ativos da comunidade cria um sistema robusto que explica por que eles parecem saber de tudo, quase instantaneamente.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
