O Brasil iniciou a campanha de vacinação contra a dengue com um novo imunizante de dose única, desenvolvido por instituições nacionais. A tecnologia por trás da vacina é inovadora e promete ser uma ferramenta chave no combate à doença que afeta milhares de pessoas no país, especialmente durante os meses mais quentes e chuvosos.

A estratégia de imunização começou em municípios selecionados com altas taxas de transmissão, gerando grande interesse sobre como essa proteção é construída dentro do corpo. O funcionamento é mais simples do que parece e se baseia em um método já conhecido e seguro da ciência.

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Como a vacina age no organismo?

A nova vacina brasileira, conhecida como Butantan-DV, utiliza a tecnologia de vírus vivo atenuado. Isso significa que o vírus da dengue foi modificado em laboratório para perder sua capacidade de causar a doença, mantendo apenas a habilidade de estimular uma resposta forte do sistema de defesa.

Quando o imunizante é aplicado, o corpo reconhece o vírus atenuado como se fosse uma infecção real. Essa ação ativa as células de defesa, que aprendem a identificar e a combater os quatro sorotipos existentes do vírus da dengue, transmitidos pela picada do mosquito Aedes aegypti.

A partir daí, o sistema imunológico produz anticorpos específicos e cria células de memória. Estudos clínicos demonstram que a vacina apresenta eficácia global de 74%, com redução de 91% dos casos graves e proteção de 100% contra hospitalização por dengue. Caso a pessoa vacinada seja exposta ao vírus selvagem no futuro, seu corpo já estará preparado para neutralizá-lo de forma rápida e eficaz.

Vantagens e público-alvo

Um dos grandes diferenciais deste imunizante é a aplicação em dose única. Isso facilita a logística das campanhas de vacinação e aumenta a adesão do público, já que elimina a necessidade de um retorno para completar o esquema vacinal. A proteção é alcançada com apenas uma injeção, simplificando o processo para o sistema de saúde e para o cidadão.

Atualmente, a vacinação com a Butantan-DV começou em caráter piloto em municípios selecionados, como Maranguape (CE) e Nova Lima (MG), focando em pessoas de 15 a 59 anos, em áreas consideradas prioritárias pelo Ministério da Saúde.

É importante não confundir este imunizante com outra vacina contra a dengue também disponível no SUS. A vacina anterior, de um laboratório japonês, é aplicada em duas doses e destinada ao público de 10 a 14 anos, enquanto a nova vacina brasileira é de dose única e, nesta fase inicial, voltada para uma faixa etária diferente.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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