Relógios inteligentes deixaram de ser apenas um acessório para se tornarem potenciais aliados da saúde. Em meio a notícias sobre problemas súbitos, a capacidade desses dispositivos de monitorar o corpo em tempo real ganha destaque, oferecendo dados que podem, em alguns casos, indicar a necessidade de procurar um médico.

Modelos mais avançados já vêm equipados com sensores capazes de realizar medições antes restritas a equipamentos médicos. A tecnologia por trás é uma combinação de luzes de LED, eletrodos e algoritmos que interpretam os sinais captados diretamente do pulso do usuário.

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Esses aparelhos usam luzes verdes para medir a frequência cardíaca, aproveitando o fato de que o sangue absorve essa cor. Sensores mais complexos emitem luzes vermelhas e infravermelhas para calcular o nível de oxigênio no sangue (SpO2), uma função que ganhou relevância em casos de problemas respiratórios.

O eletrocardiograma (ECG), por sua vez, é feito por meio de eletrodos na parte de trás do relógio e na coroa digital. Ao tocar o dedo na coroa, o usuário fecha um circuito elétrico que permite ao gadget registrar a atividade do coração e identificar possíveis arritmias, como a fibrilação atrial.

O que o relógio inteligente realmente mede?

Apesar de úteis, os dados gerados pelos smartwatches são ferramentas de bem-estar, não de diagnóstico. Eles servem para aumentar a consciência sobre o próprio corpo e identificar padrões que fogem do normal. Entenda as principais funções:

Frequência cardíaca: monitora os batimentos por minuto em repouso e durante atividades. Alertas de frequência muito alta ou baixa podem ser um sinal de que algo não vai bem, incentivando a busca por ajuda profissional.

Oxigenação no sangue (SpO2): indica a porcentagem de oxigênio que o sangue está transportando. Níveis consistentemente baixos podem sugerir problemas pulmonares ou distúrbios do sono, como a apneia.

Eletrocardiograma (ECG): busca por irregularidades no ritmo cardíaco. Um resultado anormal não confirma uma doença, mas é um forte indicativo para que o usuário procure um cardiologista para uma avaliação completa.

Detecção de queda: usando acelerômetros e giroscópios, o relógio consegue identificar uma queda brusca. Se o usuário não se mover após o impacto, o dispositivo pode ligar automaticamente para contatos de emergência, uma função vital para idosos.

É fundamental entender que um smartwatch não substitui um equipamento médico hospitalar e sua precisão pode ser afetada por fatores como o ajuste no pulso, tatuagens ou a pigmentação da pele. Os dados devem ser vistos como um ponto de partida para uma conversa com um profissional de saúde, e nunca como um diagnóstico definitivo.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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