Em um momento de intensa discussão sobre a violência contra a mulher, a tecnologia se consolida como uma ferramenta crucial para a segurança e o pedido de ajuda. Aplicativos para celular e plataformas online oferecem desde botões de pânico até canais para denúncias anônimas, criando uma rede de apoio digital que pode ser acessada de forma discreta e imediata.
Essas soluções funcionam de maneiras distintas, mas com um objetivo em comum: facilitar a comunicação e o registro de agressões de forma rápida e segura. A inovação permite que mulheres em situação de risco possam acionar ajuda sem a necessidade de uma ligação telefônica, que muitas vezes pode alertar o agressor e intensificar o perigo.
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Alguns aplicativos possuem um "botão de pânico". Ao ser acionado com um simples toque na tela, ele envia um alerta com a localização exata da usuária para contatos de confiança previamente cadastrados ou diretamente para as autoridades policiais. Essa funcionalidade é vital em situações de emergência, onde cada segundo conta.
Outra vertente importante são as plataformas que permitem a denúncia anônima. Elas são projetadas para que a vítima possa relatar o ocorrido sem se expor, superando o medo de retaliação, um dos principais obstáculos para formalizar uma queixa. Nesses canais, é possível descrever a agressão, enviar fotos e vídeos como prova e receber orientação sobre os próximos passos.
Como as ferramentas digitais podem ser usadas
As funcionalidades vão além do pedido de socorro imediato e oferecem suporte em diferentes frentes. A tecnologia se torna uma aliada para que a mulher consiga romper o ciclo de violência de maneira mais estruturada e com mais amparo.
Registro de provas: alguns aplicativos permitem gravar áudios e vídeos de forma discreta, armazenando os arquivos em nuvem segura. Esse material pode ser fundamental como prova em um processo judicial, ajudando a garantir a punição do agressor.
Redes de apoio: existem também as comunidades online e grupos de suporte que conectam mulheres que passaram ou passam por situações semelhantes. A troca de experiências e o acolhimento virtual fortalecem a vítima e mostram que ela não está sozinha.
Mapeamento de risco: os dados coletados de forma anônima por essas plataformas podem ajudar o poder público a mapear áreas com maior incidência de violência. Com essas informações, é possível direcionar políticas de segurança e ações preventivas de forma mais eficaz.
Além das iniciativas privadas, canais oficiais também marcam presença no ambiente digital. O governo federal oferece o aplicativo "Direitos Humanos BR", que unifica os serviços do Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher) e do Disque 100. A plataforma permite não apenas fazer a denúncia, mas também anexar fotos, vídeos e outros documentos que possam servir como prova. O atendimento do Ligue 180 também pode ser acessado via WhatsApp. Muitas polícias estaduais também já disponibilizam seus próprios aplicativos para registro de ocorrências e chamadas de emergência.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
