Carros arrastados pela força da água ou submersos em garagens se tornaram imagens comuns durante os períodos de chuvas intensas. Para os proprietários, o prejuízo financeiro agrava a situação, mas o seguro veicular pode ser um alento. A boa notícia é que a maioria das apólices do tipo compreensivo, a mais comum no mercado, inclui cobertura para desastres naturais como enchentes e alagamentos.

Essa proteção, no entanto, não é automática para todos os tipos de seguro. No Brasil, não existe mais seguro obrigatório para veículos desde a extinção definitiva do DPVAT em 2024. A proteção contra enchentes depende exclusivamente do que foi contratado em apólices particulares de seguro veicular. Por isso, o primeiro passo é revisar o seu contrato em busca de cláusulas que mencionem "eventos da natureza" ou "inundação".

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É importante saber que as seguradoras podem negar a cobertura em situações de risco agravado. Tentar atravessar uma rua visivelmente alagada, por exemplo, pode ser interpretado como uma imprudência do motorista. Nesses casos, a empresa pode alegar que o condutor expôs o veículo ao perigo de forma desnecessária, invalidando o direito à indenização.

O que fazer após a enchente?

Se o seu veículo foi atingido, a primeira e mais importante recomendação é: não tente ligar o motor. A entrada de água em componentes elétricos e mecânicos pode causar danos irreversíveis, como o calço hidráulico, que inutiliza o motor. A tentativa de dar a partida pode piorar um problema que talvez fosse solucionável.

Siga um passo a passo para garantir seus direitos:

  • Documente tudo: tire fotos e faça vídeos do carro no local do alagamento. Registre o nível que a água atingiu, tanto por fora quanto por dentro do veículo.

  • Acione a seguradora: entre em contato com a sua companhia de seguros o mais rápido possível. Tenha em mãos o número da apólice e seus documentos pessoais.

  • Siga as orientações: a seguradora irá indicar uma oficina credenciada ou enviar um perito para avaliar os danos. Ela também organizará o reboque do veículo para um local seguro.

Quando é considerada perda total?

A perda total é decretada quando os custos para o conserto do veículo ultrapassam 75% do seu valor de mercado, conforme a tabela Fipe. Em casos de enchente, isso geralmente ocorre se a água atinge a altura do painel, comprometendo de forma severa os sistemas elétrico e eletrônico do carro.

Confirmada a perda total, a seguradora inicia o processo de indenização integral. O valor pago ao segurado corresponde ao percentual da tabela Fipe estipulado na apólice no momento da contratação. O processo exige a entrega da documentação do veículo à empresa, que passa a ser a nova proprietária do salvado.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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