Enquanto previsões de videntes como Baba Vanga geram curiosidade e debates no início de cada ano, a verdadeira capacidade de antecipar o futuro já está em ação, mas não vem de visões ou bolas de cristal. A inteligência artificial (IA) usa um volume massivo de dados para identificar padrões e prever desde o próximo sucesso de vendas até uma possível crise financeira, transformando a maneira como empresas e governos planejam suas ações.
Diferente do esoterismo, a previsão por IA não se baseia em adivinhação. Ela opera com base em algoritmos de aprendizado de máquina, ou machine learning. Esses sistemas são alimentados com quantidades gigantescas de informações históricas e em tempo real, como dados de consumo, buscas na internet, movimentações do mercado financeiro e até mesmo publicações em redes sociais.
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Ao processar tudo isso, a tecnologia encontra correlações que seriam invisíveis para um ser humano. É assim que um serviço de streaming sugere exatamente o filme que você quer ver ou que uma loja virtual mostra um anúncio do produto que você estava pensando em comprar.
Como a IA prevê o futuro?
A lógica é simples: o comportamento passado, em grande escala, tende a indicar tendências futuras. Se milhares de pessoas começam a pesquisar por “receitas com abacate” em uma determinada época do ano, a IA pode prever um aumento na demanda pela fruta, ajudando supermercados a ajustarem seus estoques e evitarem prejuízos.
As aplicações práticas já são parte do nosso dia a dia e vão muito além do varejo. No setor de saúde, por exemplo, a análise de pesquisas por sintomas pode ajudar a prever surtos de doenças como a gripe. No mercado financeiro, algoritmos analisam notícias e transações para antecipar a valorização ou desvalorização de uma ação. Até mesmo a previsão do tempo se tornou mais precisa com o uso de modelos de IA que processam dados de satélites e estações meteorológicas.
Quais são os limites e os riscos?
Apesar da alta capacidade de acerto, essa tecnologia não é infalível. As previsões da inteligência artificial são baseadas em probabilidades, não em certezas. Um evento totalmente inesperado, como uma nova pandemia ou um desastre natural sem precedentes, pode invalidar completamente os padrões identificados pelos algoritmos.
Outro ponto crítico é a qualidade dos dados utilizados. Se as informações que alimentam o sistema forem enviesadas ou incompletas, as previsões também serão falhas, podendo reforçar preconceitos existentes. Além disso, a coleta massiva de dados pessoais para treinar esses modelos levanta importantes questões éticas e de privacidade, que continuam em debate em todo o mundo.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
