O Fundo Garantidor de Créditos, mais conhecido pela sigla FGC, funciona como um seguro para o dinheiro que você mantém ou investe em diversas instituições financeiras no Brasil. Sua principal missão é proteger correntistas e investidores caso um banco ou financeira enfrente dificuldades e não consiga honrar seus compromissos, como em um cenário de falência ou liquidação.
Essa proteção garante a devolução de até R$ 250 mil por CPF e por conglomerado financeiro. Isso significa que, se você tiver dinheiro em diferentes bancos de grupos distintos, terá a cobertura de R$ 250 mil em cada um deles. O valor cobre tanto o capital investido quanto os juros acumulados até a data da intervenção na instituição.
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Além desse limite individual, existe um teto global de R$ 1 milhão por CPF, que é renovado a cada período de quatro anos. Na prática, se um investidor precisar acionar a garantia em diferentes bancos, a soma dos pagamentos recebidos do FGC não pode ultrapassar R$ 1 milhão nesse intervalo de tempo.
Quando uma instituição é liquidada pelo Banco Central, o FGC inicia o processo para levantar os dados de todos os credores elegíveis e organizar o pagamento. Embora não haja um prazo fixo, o processo tem levado em média 30 dias nas liquidações mais recentes. As orientações para o resgate são divulgadas no site da própria entidade, que define um banco pagador para realizar as devoluções.
Quais investimentos são protegidos pelo FGC?
A cobertura do Fundo Garantidor de Créditos abrange os produtos financeiros mais comuns, que são os preferidos da maioria dos brasileiros. Confira a lista dos principais depósitos e investimentos garantidos:
Saldos em conta corrente e poupança;
Certificados de Depósito Bancário (CDB);
Letras de Crédito Imobiliário (LCI);
Letras de Crédito do Agronegócio (LCA);
Letras de Câmbio (LC);
Letras Hipotecárias (LH).
E o que não tem cobertura?
É fundamental saber que nem todo tipo de investimento está sob o guarda-chuva do FGC. Produtos com maior risco ou que possuem outras naturezas de garantia ficam de fora da proteção. Entre os principais, estão:
Fundos de investimento de qualquer tipo (renda fixa, ações, multimercado);
Títulos públicos comprados via Tesouro Direto, que são garantidos pelo Tesouro Nacional;
Ações, BDRs e ETFs negociados na bolsa de valores;
Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) e do Agronegócio (CRA);
Planos de previdência privada, como PGBL e VGBL;
Criptomoedas e outros ativos digitais.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
