O alho é muito mais do que um simples tempero na cozinha. Seu poder funcional vem da alicina, um composto sulfurado que se forma apenas quando o dente de alho é amassado, picado ou mastigado. É essa substância a principal responsável pelos benefícios à saúde que tornaram o alimento famoso ao longo dos séculos.

Dentro do alho intacto, a alicina não existe. Ela é o resultado de uma reação química que ocorre quando as células do bulbo se rompem. Nesse momento, uma enzima chamada aliinase entra em contato com um composto chamado aliina, e dessa interação nasce a potente alicina.

É por essa razão que o alho cru e fresco é considerado mais eficaz. O calor do cozimento desativa a enzima aliinase, o que impede ou reduz drasticamente a formação da alicina. Assim, para obter o máximo de seus efeitos, a forma de preparo faz toda a diferença.

Como a alicina atua no corpo

A ação da alicina é bastante ampla, mas seus efeitos mais estudados se concentram nos sistemas imunológico e circulatório. No sistema de defesa, o composto estimula a atividade de células como os macrófagos e os linfócitos, que são essenciais para identificar e combater invasores como vírus e bactérias.

Para a saúde do coração e da circulação, a alicina ajuda a relaxar os vasos sanguíneos, um efeito que pode contribuir para a redução da pressão arterial. Pesquisas científicas também indicam sua capacidade de interferir na produção de colesterol no fígado, auxiliando na diminuição dos níveis de colesterol LDL, popularmente conhecido como "ruim".

Dicas para melhor aproveitamento

Para garantir a máxima formação de alicina, uma dica prática é picar ou amassar os dentes de alho e deixá-los descansar por cerca de 10 minutos antes de consumir. Esse tempo é suficiente para que a reação enzimática aconteça de forma completa.

Prefira o consumo cru, adicionado a saladas, molhos ou pastas. Se for inevitável cozinhar, adicione o alho apenas no final da preparação para minimizar a exposição ao calor e preservar parte de suas propriedades.

Apesar dos benefícios, o consumo excessivo, principalmente com o estômago vazio, pode causar desconforto gástrico, azia ou mau hálito em pessoas mais sensíveis. A moderação é a chave para aproveitar suas vantagens sem enfrentar efeitos colaterais.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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