A previsão de que a humanidade fará contato com alienígenas em 2026, atribuída à vidente Baba Vanga, captura a imaginação de muitos. No entanto, enquanto essa profecia carece de base científica, a busca por vida fora da Terra é uma das áreas mais ativas e rigorosas da astronomia moderna. Cientistas não esperam um encontro iminente, mas usam tecnologias avançadas para procurar qualquer sinal de existência extraterrestre no vasto cosmos.

Essa exploração acontece em duas frentes principais. Uma delas é a busca por civilizações inteligentes e a outra é a procura por vida microbiana, considerada muito mais provável de ser encontrada. Cada abordagem utiliza métodos e ferramentas distintas para vasculhar o universo em busca de respostas.

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Como os cientistas procuram por vida inteligente?

O projeto SETI (sigla em inglês para Busca por Inteligência Extraterrestre) é o esforço mais conhecido nessa área. Desde 1960, radiotelescópios gigantescos varrem o céu em busca de sinais de rádio ou lasers que não possam ser explicados por fenômenos naturais, e as buscas modernas incluem também sinais óticos. A ideia é que uma civilização avançada poderia usar essas tecnologias para se comunicar, intencionalmente ou não.

Até hoje, nenhum sinal confirmado de origem alienígena foi detectado. Os pesquisadores analisam uma quantidade colossal de dados, filtrando ruídos cósmicos e interferências de satélites humanos. A ausência de um sinal não significa que estamos sozinhos, apenas que a busca em um universo tão grande é um desafio monumental.

O telescópio James Webb e os planetas distantes

Uma abordagem diferente é usada pelo telescópio espacial James Webb, lançado em 2021. Seu poderoso espelho permite analisar a atmosfera de exoplanetas — mundos que orbitam outras estrelas. O objetivo é encontrar bioassinaturas, ou seja, a presença de gases como oxigênio, metano e vapor d'água em combinações que poderiam indicar atividade biológica.

A descoberta de mais de 5.000 exoplanetas desde a década de 1990, muitos deles localizados na “zona habitável” de suas estrelas — onde a água líquida pode existir —, aumentou o otimismo. Encontrar a composição química certa na atmosfera de um desses mundos seria uma evidência revolucionária, mesmo que indicasse apenas a existência de micróbios.

Enquanto a ciência avança com método e paciência, previsões sobre contatos alienígenas permanecem no campo da ficção. A verdadeira busca por vida extraterrestre é menos sobre datas e mais sobre a exploração contínua e a análise de dados que, um dia, poderão mudar para sempre nossa compreensão do universo.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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