Enquanto o debate sobre novas formas de classificar o envelhecimento ganha força, diversos países já implementam políticas robustas para combater o etarismo. As iniciativas vão além de discussões teóricas e se concentram em ações práticas para garantir a inclusão e o respeito à população com mais de 60 anos, transformando o mercado de trabalho e a convivência social.
Longe de ser um problema exclusivo de uma nação, o preconceito de idade é um desafio global. Países com populações que envelhecem rapidamente, como o Japão, saíram na frente com legislações que obrigam as empresas a manterem seus funcionários até os 65 anos e incentivam (sem obrigatoriedade) a continuidade até os 70 anos. A estratégia não apenas valoriza a experiência, mas também alivia a pressão sobre o sistema de previdência.
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Na Coreia do Sul, o governo oferece subsídios diretos para companhias que contratam trabalhadores mais velhos. A medida estimula a reinserção profissional e quebra o estigma de que a produtividade diminui com a idade. O foco é manter a economia aquecida com a participação ativa de todas as gerações.
Inclusão social e vida ativa
O combate ao etarismo não se limita ao ambiente profissional. Na Suécia, existem programas públicos que promovem o aprendizado contínuo e a alfabetização digital para idosos. A ideia é garantir que eles permaneçam conectados, autônomos e participativos na sociedade, acessando serviços e mantendo laços sociais fortalecidos pela tecnologia.
A Alemanha, por sua vez, investe em moradias intergeracionais, onde jovens e idosos compartilham o mesmo espaço residencial. Esses projetos promovem a troca de experiências, o apoio mútuo e combatem a solidão, um dos maiores problemas enfrentados pela população mais velha. A convivência diária ajuda a desconstruir estereótipos de forma natural.
No Canadá, a legislação é uma das mais rigorosas do mundo contra a discriminação por idade em qualquer âmbito, especialmente no emprego. A lei serve como uma base sólida que protege os cidadãos e pune empresas que adotam práticas preconceituosas. Essas abordagens mostram que, com políticas públicas e engajamento social, é possível criar uma cultura que valoriza a contribuição de pessoas em todas as fases da vida.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
