Comprar a casa própria é um grande passo, mas o valor anunciado do imóvel é apenas o ponto de partida. Muitos brasileiros são surpreendidos por uma série de custos adicionais que podem comprometer o orçamento. Entender essas despesas, que vão muito além da parcela do financiamento, é fundamental para um planejamento financeiro seguro e sem imprevistos.

O desembolso extra pode representar um acréscimo significativo ao valor final da transação. As discussões sobre a reforma tributária, inclusive, têm gerado mais dúvidas sobre um dos principais custos envolvidos na compra: o Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI). Conhecê-lo, assim como as outras taxas, evita surpresas desagradáveis no fechamento do negócio.

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Quais são os principais custos extras?

O primeiro e mais conhecido é o ITBI. Trata-se de um imposto municipal obrigatório para oficializar a transferência de propriedade. A alíquota varia de cidade para cidade, ficando geralmente entre 2% e 3% do valor venal do imóvel — a avaliação de preço feita pelo poder público —, embora possa chegar a 5% em alguns municípios. Vale a pena verificar também se a prefeitura oferece alíquotas reduzidas para imóveis financiados pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH).

Outro custo indispensável é a escritura pública, documento que formaliza o acordo de compra e venda. Ela é feita em um cartório de notas e seu valor é tabelado por estado, variando conforme o preço do bem. Sem a escritura, o negócio não tem validade jurídica.

Após a assinatura da escritura, o comprador precisa fazer o registro do imóvel em seu nome. Este procedimento é realizado no cartório de registro de imóveis da região onde a propriedade está localizada. O registro efetiva a transferência e garante que você é o novo proprietário legal. Assim como a escritura, seu custo é tabelado e proporcional ao valor do imóvel.

Na ponta do lápis: uma simulação

Para ter uma ideia prática, considere a compra de um apartamento de R$ 400 mil. Somente com o ITBI, supondo uma alíquota de 3%, o gasto seria de R$ 12 mil. Já os custos com escritura e registro podem somar, em média, mais R$ 8 mil, dependendo do estado. Ou seja, um acréscimo de R$ 20 mil ao valor inicial.

Além desses valores, podem existir outras taxas menores, como a emissão de certidões negativas e, no caso de financiamento, a tarifa de avaliação do imóvel cobrada pelo banco. Por isso, a regra de ouro é reservar entre 5% e 8% do valor do imóvel apenas para a documentação e os impostos relacionados à compra.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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