A irregularidade das chuvas em diversas partes do Brasil, somada ao calor extremo em regiões como Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste, está prejudicando lavouras importantes e deve causar um aumento nos preços dos alimentos nas próximas semanas. O cenário climático previsto para janeiro de 2026 aponta para chuvas mal distribuídas — com déficit em algumas áreas produtoras e excesso em outras — gerando um efeito em cadeia que chega diretamente ao bolso do consumidor.

O cenário climático atual cria dois problemas distintos, mas com consequências semelhantes para a agricultura. O excesso de água no solo dificulta ou até impede o plantio e a colheita, além de favorecer o surgimento de doenças nas plantas. Já as altas temperaturas aceleram o ciclo de vida de algumas culturas e "queimam" outras, reduzindo a produtividade e a qualidade do que é colhido.

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Essa quebra na oferta, com menos produtos chegando aos centros de distribuição, pressiona os preços para cima. A dificuldade logística causada por estradas danificadas por eventos climáticos extremos também encarece o transporte, um custo que é repassado no valor final dos alimentos nos supermercados e feiras.

Quais alimentos podem ficar mais caros?

A variação de preços depende da cultura e da região produtora, mas alguns itens são mais sensíveis a essas mudanças climáticas. A atenção se volta principalmente para produtos que compõem a base da alimentação diária dos brasileiros. A tendência é que o consumidor perceba o reajuste de forma gradual.

Com base nos impactos diretos nas principais áreas de cultivo, a lista de produtos que podem sofrer aumento de preço inclui:

  • Arroz: No Rio Grande do Sul, principal produtor nacional, a irregularidade das chuvas é o principal desafio. Embora a previsão de chuvas abaixo da média em partes do sul do estado possa beneficiar o manejo do arroz irrigado, a instabilidade climática geral e o calor excessivo podem impactar a produtividade da safra.

  • Hortaliças e folhas: Alface, couve e rúcula são extremamente sensíveis. O excesso de chuva causa apodrecimento, enquanto o calor intenso pode queimar as folhas, diminuindo drasticamente a oferta.

  • Batata: A colheita é diretamente afetada pela umidade excessiva, que favorece o apodrecimento do tubérculo ainda no solo, resultando em perdas significativas para os produtores.

  • Frutas: Culturas como a de citros, em São Paulo, e a de maçã, na região Sul, sofrem com a instabilidade. O calor pode reduzir o tamanho dos frutos, enquanto padrões irregulares de chuva prejudicam a floração e a colheita.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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