A busca por vida fora da Terra alimenta a imaginação humana há séculos. No entanto, para a comunidade científica, essa jornada é um trabalho metódico baseado em dados, tecnologia e muita paciência, sem um calendário definido para o primeiro contato.

Projetos como o SETI (Busca por Inteligência Extraterrestre) são a linha de frente dessa exploração. Utilizando radiotelescópios gigantes, pesquisadores varrem os céus em busca de sinais que não possam ser explicados por fenômenos naturais. A ideia é captar uma transmissão deliberada ou um vazamento de comunicação de uma civilização tecnológica.

Leia Mais

Até hoje, nenhum sinal confirmado foi detectado. O mais famoso, o sinal “Wow!” de 1977, foi um pulso de rádio forte e de banda estreita que durou 72 segundos, mas nunca se repetiu, permanecendo um mistério. Essa dificuldade ilustra os enormes desafios da empreitada.

Os desafios para encontrar vida inteligente

A principal barreira é a distância. Nossa galáxia, a Via Láctea, tem cerca de 100 mil anos-luz de diâmetro. Uma mensagem enviada de uma civilização do outro lado levaria esse mesmo tempo para chegar até nós. Isso significa que podemos estar recebendo um sinal de uma civilização que já não existe mais.

Outro ponto é o tipo de sinal que procuramos. A busca do SETI se concentra em ondas de rádio, pois elas viajam bem pelo espaço. Contudo, uma civilização avançada poderia usar um método de comunicação completamente desconhecido para nós, como neutrinos ou ondas gravitacionais, tornando-se invisível aos nossos instrumentos.

A Equação de Drake é uma ferramenta teórica que ajuda a organizar o pensamento sobre o tema. Ela tenta estimar o número de civilizações detectáveis em nossa galáxia, considerando fatores como a formação de estrelas e a probabilidade de a vida evoluir. O problema é que a maioria de suas variáveis é desconhecida, tornando-a mais um exercício de reflexão do que um cálculo preciso.

A descoberta de milhares de exoplanetas nos últimos anos, muitos deles na chamada “zona habitável”, aumentou o otimismo. O Telescópio Espacial James Webb, em operação desde 2022, representa um avanço significativo, pois pode analisar a atmosfera desses mundos distantes em busca de “bioassinaturas” — gases como oxigênio ou metano que poderiam indicar atividade biológica.

Portanto, enquanto o tema alimenta o imaginário popular, a ciência continua seu trabalho metódico. A descoberta, quando vier, provavelmente não será um encontro agendado, mas o resultado de análises de dados que podem apontar para vida microbiana ou tecnológica a anos-luz de distância.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

compartilhe