O sistema de pedágio Free Flow, que elimina as cancelas e cabines de cobrança, tem se expandido pelas rodovias brasileiras nos últimos anos, mas a novidade traz um alerta. A tecnologia, que promete mais fluidez ao trânsito, funciona a partir de pórticos equipados com câmeras e sensores que identificam os veículos em movimento, mas também abriu uma nova porta para golpes.

A identificação dos carros ocorre de duas formas principais. A mais simples é por meio da leitura de tags de pagamento automático, como as usadas em pedágios convencionais, que geralmente garantem descontos de 5% ou mais nas tarifas. Para veículos sem essa etiqueta, câmeras de alta resolução capturam a imagem da placa e um software de reconhecimento óptico de caracteres (OCR) a converte em texto.

Leia Mais

Sensores a laser e infravermelho complementam a operação, classificando o tipo de veículo e contando o número de eixos para calcular a tarifa correta. Todas essas informações são enviadas instantaneamente para uma central de processamento, que cruza os dados com bases de dados de veículos para gerar a cobrança.

Como a cobrança é feita e onde mora o perigo

Se o carro possui uma tag, o débito é feito diretamente na fatura do serviço contratado. Caso contrário, o motorista tem até 30 dias para quitar o valor por conta própria; após esse prazo, a pendência se torna uma infração por evasão de pedágio, com multa de R$ 195,23 e 5 pontos na CNH. É exatamente nessa janela de pagamento que os criminosos agem. Eles criam sites falsos que imitam os portais oficiais das concessionárias e enviam links fraudulentos por SMS, e-mail ou WhatsApp.

Ao acessar essas páginas, o motorista é induzido a fornecer dados pessoais e de pagamento, que são roubados pelos golpistas. Muitas vezes, a cobrança é paga via Pix para contas de laranjas, e a dívida real do pedágio continua em aberto, podendo gerar multas por evasão.

Dicas para não cair em golpes do Free Flow

Para evitar problemas, a principal recomendação é sempre buscar os canais oficiais da concessionária que administra a rodovia. Confira algumas dicas para se proteger:

  • Acesse o site oficial: digite o endereço da concessionária diretamente no navegador, em vez de clicar em links recebidos ou em resultados de busca patrocinados.

  • Desconfie de mensagens: concessionárias não costumam enviar boletos ou links de pagamento direto por aplicativos de mensagens ou e-mail sem uma solicitação prévia.

  • Verifique a URL: antes de inserir qualquer informação, confirme se o endereço do site é o correto e se possui o cadeado de segurança (protocolo https).

  • Consulte a placa: use os aplicativos ou sites oficiais para verificar se há débitos pendentes associados à placa do seu veículo antes de efetuar qualquer pagamento.

    Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

compartilhe