Uma falha de segurança no ChatGPT permitia que invasores acessassem conversas privadas de outros usuários ao induzi-los a abrir um link compartilhado. A vulnerabilidade conseguia expor o histórico completo de mensagens, até mesmo diálogos nunca publicados, além de possibilitar a execução de ações pela conta da vítima.

A empresa de cibersegurança Parameter documentou o método em relatório publicado no último dia 28 de outubro. A OpenAI corrigiu o erro antes da divulgação pública dos detalhes. Pesquisadores notificaram o problema em 18 de outubro pelo programa de recompensas da organização, e as versões web do serviço passaram a bloquear a técnica em 26 de outubro.

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Testes ocorreram apenas em contas controladas pelos próprios especialistas. A Parameter informou que não encontrou evidências de uso da brecha contra usuários reais.

Como a falha operava no sistema

O ataque utilizava a função comum de compartilhamento de diálogos por links. O problema estava na forma como a plataforma processava certos elementos presentes nessas conversas.

Os pesquisadores montaram uma conversa com pré-visualização em HTML e um gráfico matemático exibido pelo MathLive, biblioteca que contém um teclado virtual para fórmulas. Esse teclado recebia mensagens de outras janelas e inseria código HTML sem validar a origem, criando uma área sem isolamento interpretada pelo navegador como parte do próprio domínio do ChatGPT.

Com essa abertura, tornou-se possível rodar comandos em JavaScript na sessão do usuário que abria o link. A ação permitia extrair trechos de chats confidenciais para servidores externos e comandar funções internas da conta. Em testes avançados, bastava abrir a URL para ativar a brecha de modo automático.

Classificação de gravidade e correções

A OpenAI confirmou a falha e alterou a gravidade de P2 para P1 em 21 de outubro. A criadora do ChatGPT pagou 5.000 dólares aos pesquisadores. O desenvolvedor Simon Willison considerou o valor baixo diante do alcance da vulnerabilidade.

A biblioteca MathLive também atualizou seu teclado virtual na versão 0.111.2, lançada em 31 de outubro, para restringir mensagens externas sem autorização prévia.

Gestão de links e privacidade

A OpenAI adverte que qualquer pessoa com o link de uma conversa pode ler e repassar o conteúdo. O sistema não estabelece datas de expiração nem restringe o acesso a contas específicas.

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Para gerenciar o histórico de compartilhamentos, o usuário pode entrar nas configurações do ChatGPT, acessar a seção de controles de dados e abrir a opção de links compartilhados. A área permite apagar vínculos de forma individual ou coletiva. Abrir endereços desconhecidos em janelas anônimas sem login ativo também reduz riscos de segurança.

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