Com a aproximação das eleições, as redes sociais e os grupos de mensagens são inundados por pesquisas de intenção de voto. Muitas delas, no entanto, são falsas e criadas com o objetivo de manipular a opinião pública ou gerar desinformação. Saber identificar um levantamento fraudulento é uma ferramenta essencial para o eleitor consciente.

Felizmente, alguns passos simples ajudam a verificar a veracidade das informações antes de compartilhá-las. Conferir o registro oficial e analisar a metodologia são os primeiros cuidados a serem tomados. Uma pesquisa eleitoral legítima precisa seguir regras claras para ser divulgada.

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Para não cair em armadilhas, é fundamental saber como verificar a autenticidade de um levantamento. Confira cinco dicas para identificar uma pesquisa falsa na web.

Como saber se uma pesquisa é confiável

  1. Verifique o registro no TSE
    Toda pesquisa de opinião pública sobre eleições deve ser registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até cinco dias antes da sua divulgação. A consulta é pública e pode ser feita a qualquer hora no sistema PesqEle, disponível no site do TSE. A empresa responsável precisa fornecer um número de registro (ex: BR-XXXXX/2024), que deve constar no material divulgado. Se não houver esse número, desconfie imediatamente.

  2. Analise a metodologia
    Um levantamento sério sempre informa detalhes técnicos. Isso inclui o período em que as entrevistas foram feitas, o número de pessoas ouvidas (amostra), a margem de erro e o nível de confiança (geralmente 95%). A ausência dessas informações é um forte indício de fraude, pois impede a avaliação da qualidade técnica do trabalho.

  3. Identifique o contratante e a empresa
    Quem pagou pela pesquisa? Qual instituto a realizou? Essas informações são obrigatórias e ajudam a entender possíveis interesses por trás dos resultados. Pesquise o nome da empresa responsável para saber se ela tem credibilidade e experiência na área. Resultados divulgados sem a identificação do contratante ou do instituto são suspeitos.

  4. Cuidado com perguntas tendenciosas
    A forma como uma pergunta é elaborada pode induzir a uma resposta específica. Uma pergunta neutra seria: “Qual sua avaliação sobre o governo?”. Já uma pergunta tendenciosa poderia ser: “Você concorda com a excelente gestão do governo?”. Gráficos com escalas desproporcionais também são um truque comum para distorcer a percepção dos dados.

  5. Desconfie da fonte de divulgação
    Pesquisas confiáveis são divulgadas por grandes veículos de comunicação e pelos próprios institutos em seus canais oficiais. Se você recebeu o resultado apenas por meio de correntes de WhatsApp, Telegram ou em um perfil desconhecido nas redes sociais, a chance de ser falso é muito alta. Busque sempre a fonte original da informação antes de acreditar ou compartilhar.

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Uma ferramenta de Inteligência Artificial foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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