A exposição de crianças à internet por meio de tablets e smartphones levanta debates sobre a proteção de menores nas redes. Embora possam ser usados para aprendizado e diversão, esses dispositivos também representam riscos. Por isso, adotar medidas práticas é fundamental para proteger os pequenos no ambiente virtual.
Estabelecer regras e usar a tecnologia a seu favor são os primeiros passos para criar uma experiência on-line mais segura. Algumas soluções já estão integradas aos próprios aparelhos, exigindo apenas configuração. Veja cinco dicas essenciais para proteger seu filho.
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Como garantir a segurança on-line das crianças
1. Crie um ambiente de diálogo aberto
Crie um ambiente de confiança, aberto ao diálogo, para que a criança se sinta à vontade para compartilhar experiências, sejam elas boas ou ruins. Explique, com uma linguagem adequada à idade, sobre os perigos de conversar com estranhos e de compartilhar informações pessoais, como nome completo, escola ou endereço.
2. Configure as ferramentas de controle parental
Sistemas como Android e iOS possuem recursos nativos de controle parental. O Google Family Link e o Tempo de Uso, por exemplo, permitem gerenciar quais aplicativos podem ser baixados, filtrar conteúdo explícito e monitorar o tempo de uso. Dedique um tempo para explorar e ativar essas funções no dispositivo da criança, lembrando-se de ajustar as configurações periodicamente, conforme ela cresce.
3. Estabeleça limites para o tempo de tela
Definir uma rotina de uso ajuda a evitar o vício e garante que a criança tenha tempo para outras atividades. Combine horários específicos para o uso do tablet, como após a lição de casa, e estabeleça um tempo máximo diário. É importante também evitar o uso de telas perto da hora de dormir, pois a luz azul pode prejudicar a qualidade do sono.
4. Use filtros de conteúdo e bloqueio de compras
Além de restringir aplicativos, configure filtros de conteúdo em navegadores e em plataformas de vídeo, como o YouTube Kids. É importante também desativar ou proteger com senha as compras dentro de aplicativos (in-app purchases), evitando gastos inesperados e o acesso a conteúdos pagos que podem não ser apropriados para a idade da criança.
5. Revise as configurações de privacidade
Verifique as permissões concedidas a cada aplicativo instalado. Muitos apps solicitam acesso à localização, microfone ou contatos sem real necessidade; por isso, desative o que não for essencial. Ensine a criança a nunca fornecer dados pessoais em jogos ou redes sociais e a sempre usar avatares e apelidos em vez de fotos e nomes reais para proteger sua identidade.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
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*Estagiária sob supervisão do subeditor Thiago Prata
