A participação de mulheres em cursos de Inteligência Artificial Generativa está crescendo, aponta o relatório “One Year Later: The Gender Gap in GenAI”, da Coursera, plataforma de cursos on-line. A presença feminina nas matrículas globais na área aumentou de 32% para 36% no último ano.

No Brasil, o avanço foi de 1,7 ponto percentual entre 2024 e 2025. Apesar do crescimento, as mulheres ainda representam 29% do total de matrículas no país, o que indica a persistência da lacuna de gênero em competências técnicas da economia digital.

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Maior persistência nos estudos

O relatório revela que as mulheres demonstram altos níveis de persistência após se matricularem. Globalmente, entre os cinco maiores mercados da plataforma na área, as alunas têm 1,5 vez mais probabilidade de concluir os cursos.

Para o Brasil, ampliar o acesso feminino à formação em IA pode aumentar a presença de mulheres qualificadas no setor. Os dados sugerem que a principal barreira para elas está no acesso inicial aos cursos, e não na capacidade de aprendizado ou desempenho.

Destaque em pensamento crítico

Além das habilidades técnicas, o interesse feminino em competências humanas complementares à IA também cresceu. Mundialmente, mulheres são 42% das matrículas em cursos de pensamento crítico.

No Brasil, essa participação alcança 46,8%. A combinação de competências em IA com habilidades analíticas, como o pensamento crítico, será cada vez mais valorizada no mercado, pois a implementação da tecnologia exige supervisão e julgamento humano.

Cursos de IA com mais mulheres

Cursos que apresentam a IA Generativa como uma ferramenta prática para produtividade atraem maior participação feminina. Alguns exemplos são:

  • Generative AI Content Creation (Adobe): 49% de matrículas femininas.

  • AI in Education: Leveraging ChatGPT for Teaching (Wharton & OpenAI): 48,8%.

  • Excel and Copilot Fundamentals (Microsoft): 45,2%.

Como ampliar a participação feminina

O relatório aponta iniciativas que podem acelerar o avanço de mulheres em habilidades relacionadas à inteligência artificial:

  • Desenvolver cursos introdutórios com foco em aplicações práticas.

  • Promover maior representatividade e pedagogia inclusiva.

  • Ampliar o acesso por meio de políticas públicas e parcerias.

  • Incentivar modelos de referência femininos na área.

  • Combinar habilidades técnicas em IA com competências humanas, como pensamento crítico.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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