Criminosos digitais usam principalmente duas táticas para roubar senhas: a insistência e o engano. Embora pareçam simples, essas estratégias são a base para os ataques conhecidos como “força bruta” e “phishing”, responsáveis por inúmeras invasões a contas de e-mail, redes sociais e serviços bancários todos os dias.
Entender como essas técnicas funcionam é o primeiro passo para se proteger. Em um cenário onde ataques que exploram credenciais roubadas crescem a cada ano, os métodos dos criminosos se aproveitam tanto da vulnerabilidade de sistemas quanto do comportamento humano, tornando a criação de senhas fortes uma barreira essencial contra fraudes e roubo de dados pessoais.
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Principais técnicas de roubo de senhas
O ataque de força bruta funciona como um chaveiro tentando abrir uma porta com milhões de chaves diferentes. Programas automatizados testam inúmeras combinações de letras, números e símbolos em alta velocidade até encontrar a senha correta. Senhas curtas e simples, como “123456” ou “senha123”, são descobertas em segundos.
Já o phishing apela para a engenharia social, ou seja, a manipulação psicológica. A vítima recebe um e-mail ou mensagem de texto falsa, que parece ser de um banco, loja ou rede social, solicitando uma ação urgente. Ao clicar no link malicioso, a pessoa é direcionada para uma página idêntica à original, onde insere suas credenciais, entregando-as diretamente aos golpistas.
5 dicas para criar uma senha forte e segura
Adotar bons hábitos de segurança digital reduz drasticamente o risco de ter suas contas invadidas. Pequenas mudanças na forma como você cria e gerencia suas senhas fazem toda a diferença. Confira as principais recomendações:
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Aposte no comprimento e na complexidade: uma senha segura deve ter, no mínimo, 12 caracteres. Combine letras maiúsculas e minúsculas, números e símbolos (como @, #, !, %). Quanto mais longa e variada, mais difícil será decifrá-la por força bruta.
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Evite informações pessoais óbvias: fuja de dados fáceis de adivinhar, como sua data de nascimento, nome de filhos, time de futebol ou nome do animal de estimação. Essas informações são frequentemente encontradas em perfis públicos de redes sociais.
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Crie uma “frase-senha”: pense em uma frase fácil de lembrar e transforme-a em sua senha, usando as iniciais das palavras e adicionando números ou símbolos. Por exemplo, a frase “Meu primeiro cachorro se chamava Bob em 2010!” pode virar “MpcscBe2010!”.
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Tenha uma senha única para cada serviço: nunca repita a mesma senha em diferentes sites ou aplicativos. O motivo é simples: se um serviço for invadido e sua senha vazar, os criminosos tentarão usá-la em todas as suas outras contas, como e-mail e redes sociais.
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Use um gerenciador de senhas: para quem tem dificuldade em memorizar tantas combinações, os gerenciadores são uma solução prática. Esses aplicativos criam e armazenam senhas complexas e únicas para cada conta, exigindo que você memorize apenas uma senha mestra para acessá-los.
Vá além da senha: ative a autenticação multifator (MFA)
Mesmo a senha mais forte pode ser comprometida em um vazamento de dados. Por isso, a camada de segurança mais importante que você pode adicionar é a autenticação multifator (MFA), também conhecida como verificação em duas etapas (2FA). Com ela ativada, além da senha, é necessário fornecer um segundo código — enviado para seu celular ou gerado por um aplicativo — para acessar a conta. Essa medida simples bloqueia a grande maioria das tentativas de invasão, mesmo que os criminosos tenham sua senha.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
