A conveniência de ter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) no celular já é uma realidade para milhões de brasileiros. A tendência é que a plataforma gov.br centralize cada vez mais a vida do cidadão no ambiente digital, simplificando o acesso a serviços e documentos.

O objetivo principal é simplificar a rotina e reduzir a burocracia. Hoje, documentos como a CNH, a CIN, o CPF, a Carteira de Trabalho Digital e o Título de Eleitor (disponível no app e-Título) já possuem versões digitais consolidadas. A concentração desses itens em plataformas seguras dificulta fraudes e perdas, já que a recuperação é mais simples que a emissão de uma segunda via física.

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Como funciona a segurança da carteira digital?

Um dos maiores atrativos da carteira digital é a segurança. Diferente dos documentos físicos, que podem ser facilmente perdidos ou furtados, a versão digital conta com múltiplas camadas de proteção. O acesso ao aplicativo gov.br, onde os documentos ficam armazenados, geralmente exige senha, biometria ou reconhecimento facial.

Cada documento digital também possui um QR Code que pode ser verificado por autoridades e estabelecimentos para comprovar sua autenticidade. Essa tecnologia reduz drasticamente o risco de fraudes e falsificações, tornando a identificação mais confiável que o papel.

O papel da nova Carteira de Identidade Nacional

A base para essa unificação é a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN), que adota o número do CPF como registro único para todos os brasileiros. A CIN foi projetada para ser o principal documento de identificação, tanto em seu formato físico quanto digital.

Com um número único para identificação em todo o país, a integração de outros documentos e serviços se torna mais simples. A CIN é a peça-chave que permitirá ao governo conectar diferentes bases de dados e oferecer uma experiência verdadeiramente unificada na carteira digital.

Quais documentos poderiam ser digitalizados no futuro?

Atualmente, não há um cronograma oficial ou anúncios do governo federal sobre a integração de novos documentos à carteira digital do gov.br. No entanto, com base em tendências de digitalização e em documentos que já possuem formatos digitais próprios, alguns itens aparecem como candidatos naturais para uma eventual integração futura:

  • Título de Eleitor: embora já exista o aplicativo e-Título, sua integração ao gov.br poderia centralizar ainda mais a identificação do cidadão.

  • Certificado de Dispensa do Exército: a digitalização do documento obrigatório para homens poderia facilitar sua emissão e porte, eliminando a necessidade do papel.

  • Passaporte: a criação de um passaporte digital é uma tendência mundial que, se adotada no Brasil, poderia agilizar o controle de fronteiras e embarques.

  • Carteiras profissionais: a inclusão de documentos de conselhos de classe, como OAB, CREA e CRM, seria um passo para facilitar a identificação profissional em formato digital.

A validade jurídica dos documentos já disponíveis na carteira digital, como a CNH e a CIN, é a mesma das versões físicas. O desafio para eventuais futuras inclusões seria garantir que essa aceitação se tornasse universal, tanto em órgãos públicos quanto no setor privado, consolidando o celular como a principal ferramenta de identificação do brasileiro.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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