A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) terá de lidar com um clima hostil entre bispos católicos neste período pós-eleições.

Como noticiamos, às vésperas do segundo turno entre Flávio Bolsonaro e Lula, um grupo de religiosos divulgou uma carta dizendo estar “em comunhão com a CNBB” e defendendo a reeleição do petista.

A CNBB logo tratou de rechaçar o documento, deixando claro que aqueles bispos não falavam em nome da instituição.

Pois bem. A situação é ainda mais grave.

Bispos acusam os principais signatários da carta de incluir nomes sem autorização, o que, se comprovado, configuraria crime de falsidade ideológica, cuja pena varia de um a cinco anos de cadeia, além de, certamente, algumas Ave-marias como penitência.

“Afirmo que não autorizei o acréscimo de meu nome àquela maldita lista! Algum canalha o fez! Não há, de minha parte, nenhum posicionamento público sobre as eleições. A tal lista é causa de divisão. E tudo o que causa divisão tem a marca do ‘pai da divisão’”, escreveu nas redes sociais dom Jorge Pierozan, da Diocese de Rio Grande (RS).

Pierozan, que não é o único a contestar a inclusão do nome, informou que tomará as medidas jurídicas cabíveis, inclusive buscando indenização.

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O tal documento, que mais parece um panfleto partidário e está no centro de toda essa discórdia, é intitulado “Carta de bispos católicos”. Foi assinado e, depois dessas denúncias, olhe lá por 35 religiosos, número que representa não mais do que 7% do episcopado brasileiro. Os demais, em sua esmagadora maioria, abstiveram-se de se manifestar sobre candidaturas nas eleições deste ano, conforme reza a cartilha da Igreja.

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