O governador do Piauí, Rafael Fonteles, sempre foi visto como um “excelente quadro” do PT e uma aposta para uma esperada renovação no campo progressista.

Ele não é interpretado como “um petista raiz”, sabe dialogar bem com aliados e adversários e não se permite fazer um governo identitário em um dos principais redutos da esquerda no país.

Nestas eleições de 2026, em meio aos resultados desastrosos para a esquerda no primeiro turno, um dos grandes vitoriosos no PT foi Fonteles, reeleito com 70,90% dos votos o governador mais bem votado do país e responsável por eleger os dois senadores de sua chapa, destronando Ciro Nogueira, presidente do PP, no estado.

Para a campanha do segundo turno, Fonteles se mudou para Brasília e colou em Lula. Virou o novo coordenador de comunicação, deu um celular de presente ao presidente e o ensinou a fazer uma selfie em vídeo. Caiu (ainda mais) nas graças de Lula.

Não demorou para surgir, nos bastidores, a especulação de que Fonteles poderia, em um eventual “Lula 4”, assumir alguma função em Brasília e ganhar projeção nacional, hipótese que ele negava peremptoriamente.

Agora, com Lula reeleito, Fonteles ainda está processando o resultado. Nem ele próprio sabe o que fará.

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Para comandar um ministério ele já é cotado para a Fazenda , por exemplo, o governador teria de renunciar ao mandato no Piauí. Seu vice é Washington Bandeira (PT), ex-secretário estadual de Educação.

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