A disposição de realizar um ajuste fiscal ou de avaliar medidas para reduzir o ritmo de crescimento da dívida pública não foi mencionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no discurso da vitória deste domingo, 25, em São Paulo, após as urnas confirmarem sua reeleição.
Enquanto a situação das contas do governo passou ao largo do pronunciamento, o petista voltou a acusar as big techs de interferência no processo eleitoral, prometeu regulamentar as plataformas digitais sem entrar em detalhes e afirmou que as empresas do setor não pagam impostos no país.
Tivemos que vencer a intromissão de fora para dentro, através de plataformas digitais que nós vamos ter que regular. Não é possível que o crime digital não tenha que ser tratado igual ao crime na vida real. Nós não podemos ter empresas monstruosas, grandes, faturando milhões e milhões e não pagando impostos para esse país, querendo direcionar as eleições deste país, disse.
Mesmo com as críticas ao setor de tecnologia, Lula afirmou que quer aproveitar o potencial de energia renovável para atrair data centers para o país. Temos que aproveitar o potencial energético de um país que talvez seja o que tenha mais capacidade de energia renovável para trazer os data centers necessários para acumular dados no Brasil. E essa gente vai ter que deixar uma parte dos data centers para as informações brasileiras, declarou.
Além disso, o petista prometeu ampliar os investimentos no ensino de ciências exatas para que o país crie a própria inteligência artificial e reduza a dependência dos Estados Unidos e da China nesse setor. Queremos ensinar mais matemática, mais engenharia, porque não quero ficar dependendo de inteligência artificial chinesa e americana. Quero criar uma [inteligência artificial] brasileira, disse.
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Também sem entrar em detalhes, Lula prometeu investimentos na economia digital, na economia verde e na economia criativa.
