A proposta de mudança na Lei Orgânica que abre caminho para uma nova reeleição da Mesa Diretora da Câmara Legislativa do Distrito Federal já reúne 16 apoios entre os atuais deputados. A iniciativa altera a regra que limita a recondução dos parlamentares aos mesmos cargos e tem como principal interessado o atual presidente da Casa, Wellington Luiz (MDB), que comanda a CLDF desde 2023 e foi reeleito em 2025. Para a aprovação, são necessários pelo menos 15 votos favoráveis em dois turnos.
Aliados de Wellington apostam na experiência do parlamentar, na habilidade de negociação e na interlocução com deputados de diferentes campos ideológicos, inclusive PT, PSOL e PSB, partidos de oposição à atual governadora Celina Leão (PP). Além disso, a relação política entre o emedebista e a governadora é marcada pela lealdade, segundo defensores do deputado, mesmo durante os atritos entre Celina e o antecessor, Ibaneis Rocha (MDB), e as disputas internas em torno dos rumos do partido no DF. Wellington participou das articulações que mantiveram de pé o acordo político firmado pelo MDB antes da desistência de Ibaneis de disputar o Senado.
O principal desafio, porém, é jurídico. O STF (Supremo Tribunal Federal) estabeleceu limites à recondução de integrantes das mesas diretoras de assembleias legislativas, mesmo quando há mudança de legislatura. Os defensores da proposta sustentam que a regra aplicada ao Congresso Nacional permite uma nova disputa após a renovação da composição parlamentar da Casa. A interpretação, contudo, não encerra a controvérsia sobre a aplicação do entendimento à CLDF. A base de apoio de Wellington aguarda uma sinalização definitiva para saber se, caso aprovada, a nova regra possibilitará, de fato, uma nova candidatura do atual presidente.
A definição da nova Mesa Diretora da CLDF está prevista para janeiro de 2027, quase imediatamente após a posse dos novos distritais. Nessa corrida, outro nome que aparece como competitivo na disputa é Eduardo Pedrosa, também reeleito para a próxima legislatura. Com experiência nas negociações e habilidade nas articulações internas, o deputado tem a seu favor o fato de integrar o União Brasil, partido que integrou uma federação com a sigla da atual governadora.
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Caso Celina Leão seja reeleita no próximo domingo (25), conforme sinalizam as pesquisas recentes, a escolha para o comando da Câmara Legislativa será um fator determinante para a estabilidade do governo no início de um possível novo mandato. A governadora não criaria obstáculos à candidatura de Eduardo Pedrosa, nome ventilado nos bastidores para o comando da Casa e com quem mantém boa relação. Contudo, o cenário mais favorável ainda seria a escolha de Wellington Luiz. Além do histórico de amizade pessoal e lealdade política, o deputado é presidente do MDB-DF, partido que perdeu, e muito, depois que Ibaneis desistiu da disputa por uma vaga no Senado Federal.
