A pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira, 22, que mostrou empate em 50% dos votos válidos entre Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva, foi comemorada como vitória pela campanha petista e relativizada por aliados do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A avaliação entre auxiliares de Lula é que o resultado reflete a mobilização e o engajamento espontâneos da sociedade, que tem ido às ruas mesmo quando não há eventos marcados com a presença do presidente. Para os assessores do petista, a “boca de jacaré” que apontava uma vitória de Flávio se fechou graças à estratégia de mostrar, segundo eles, que o bolsonarismo representa uma ameaça real aos direitos fundamentais dos brasileiros.
O temor entre auxiliares de Lula é que uma decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) afete parte do engajamento virtual do petista, que cresceu nas duas últimas semanas. A campanha, inclusive, já mobilizou a equipe jurídica para contestar rapidamente qualquer decisão que possa derrubar novamente os canais de mobilização do presidente até o próximo domingo, 25, data do segundo turno.
Já entre os aliados de Flávio, a avaliação majoritária é que as pesquisas não refletem a realidade, como teria ficado comprovado no primeiro turno, quando ele esteve atrás durante toda a apuração e terminou com a maioria dos votos. Segundo um assessor da campanha, a mobilização dos apoiadores de Flávio sempre foi espontânea e demonstra a força consistente do eleitorado.
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Os apoiadores do candidato bolsonarista também afirmam que o antipetismo e a rejeição ao governo Lula são maiores do que a rejeição a Flávio. Por isso, esperam que os votos dados a outros candidatos no primeiro turno migrem para ele, e não para o petista, o que, na avaliação deles, garantiria a vitória.
