A ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli, afastou a responsabilidade do governo federal pelo endividamento dos produtores rurais e atribuiu a crise no setor à queda dos preços das commodities, ao custo de produção e aos eventos climáticos extremos. A dor do agro, embora ela seja real, porque tem a ver com esse contexto internacional, ela não foi ocasionada pelo governo do presidente Lula, afirmou em entrevista ao Política em Minutos, parceria do PlatôBR com a LeoDias TV.

Segundo a ministra, muitos produtores se endividaram durante a alta das commodities após a pandemia. A soja, lembra a titular da pasta, chegou a R$ 210, contra R$ 90 antes, e recuou para cerca de R$ 130 em 2023. Esse produtor que pegou uma dívida, achando que ia ter uma taxa de retorno bastante elevada, teve que enfrentar uma queda de preço, afirmou. Os custos de produção, ressaltou, não acompanharam a queda, pressionados pelos fertilizantes, pelo petróleo e por eventos climáticos que afetaram as lavouras. Esse produtor está enfrentando questões que são reais O governo acolhe essa dor.

No âmbito da disputa presidencial, a ministra do governo Lula acusou o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, e o irmão, Eduardo Bolsonaro, de terem estimulado os Estados Unidos a aplicar tarifas contra o Brasil. Traíram a pátria para fazer uma defesa que prejudicou os nossos produtores, disse.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

Também criticou a proposta do bolsonarista, apresentada no debate da Band, para dar carência de seis meses a pessoas físicas e de um ano a empresas no pagamento de dívidas em atraso, o que a titular da pasta chamou de calote geral termo também usado pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan. Um ano em que ninguém paga ninguém, que vai paralisar a nossa economia, paralisar o mercado de crédito, afirmou. 

compartilhe