O presidente do Senado, Davi Acolumbre (União Brasil-AP), avisou o governo que não convocará sessões nesta semana que antecede o segundo turno das eleições, marcado para o próximo domingo, 25. Com isso, a votação da proposta que muda a gestão da Segurança Pública, a chamada PEC da Segurança, ficará para depois do pleito. O cancelamento das sessões foi comunicado à líder do governo na Casa, Teresa Leitão (PT-PE). No Planalto, o aviso de Alcolumbre foi recebido com alívio.
A decisão atende a pelo menos duas pretensões do governo. A primeira delas é esvaziar um movimento da oposição para colher assinaturas para a criação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar possíveis suspeitas de tráfico de influência, corrupção e favorecimento envolvendo a lobista Roberta Luchsinger, o filho mais velho de Lula, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. Em outra frente, sem sessões o governo evita o constrangimento entre Lula e sua campanha e setores do PT que se opõem à redução da maioridade penal.
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Em relação ao primeiro assunto, o governo se movimentou no sentido de não passar a impressão de que não quer a CPI. O ministro José Guimarães (Relações Institucionais) foi às redes para orientar a bancada a assinar o pedido. Está claro, porém, que não há a menor intenção do Planalto em apoiar a criação da comissão nesta reta final do segundo turno. Quanto à maioridade penal, o governo enxerga riscos de contradição dentro do partido de Lula com o movimento de Flávio Bolsonaro e da oposição de condicionar a votação da PEC da Segurança à redução da idade mínima para a criminalização de adolescentes.
