O conjunto de benesses eleitorais com impacto bilionário nas contas públicas anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a aprovação do fim da jornada 6×1 inflamaram ainda mais a militância, que foi às ruas em manifestações na última semana em busca de votos dos indecisos e dos que não compareceram às urnas no primeiro turno.

A ordem na campanha de Lula, segundo interlocutores do presidente, é manter a militância mobilizada e evitar a todo custo um esmorecimento que passe a mensagem de que a eleição está resolvida. A expectativa entre auxiliares do petista é que as pesquisas de intenção de voto que serão divulgadas ao longo desta semana já indiquem um empate numérico ou até uma virada em relação ao primeiro turno.

A campanha de Lula trabalha com a avaliação de que a mobilização das últimas duas semanas foi capaz de conquistar votos de indecisos e atrairá às urnas ao menos uma parte do eleitorado que não não compareceu no primeiro turno. A expectativa é de virada, e a orientação é para não acharem que o jogo já está resolvido. Temos que manter a militância mobilizada até o dia 25 de outubro, diz um assessor do petista.

Na campanha de Flávio Bolsonaro, o sinal de alerta também foi acionado, sobretudo para evitar que quem compareceu no primeiro turno deixe de votar no segundo. Além disso, a orientação é que os apoiadores busquem os indecisos e aqueles que votaram em Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante).

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

A estimativa dos bolsonaristas é de que até 75% dos eleitores dos candidatos de oposição a Lula votarão em Flávio no segundo turno. A avaliação é de que esse grupo tende a preferir votar contra o petista a votar nele, diante da alta rejeição ao atual presidente. Por fim, auxiliares de Flávio creem que o padrão histórico de abstenção não deve mudar significativamente, o que garantiria a vitória do filho de Jair Bolsonaro.

compartilhe