Os cartazes apócrifos contra Celina Leão (PP), que há pouco mais de uma semana entraram na guerra política do segundo turno no Distrito Federal, ganharam um novo capítulo policial na noite de quinta-feira, 15. Três pessoas (dois homens e uma mulher) foram detidas pela PMDF (Polícia Militar) na Quadra 17 da Ceilândia Norte e conduzidas à 15ª Delegacia de Polícia. Segundo informações divulgadas após a abordagem, o grupo foi flagrado espalhando material dirigido à governadora e candidata à reeleição e afirmou inicialmente ter agido por iniciativa própria, sem orientação de terceiros. A apuração ainda terá de esclarecer quem produziu, financiou ou coordenou a distribuição das peças.

O episódio acrescenta uma nova pista a uma história publicada pelo PlatôBR na semana passada. A coluna abordou que esses cartazes chamando Celina de “corrupta” haviam sido espalhados por todo o DF e que a governadora atribuiu a ação ao PT. A campanha do adversário Leandro Grass (PT) negou ter produzido, idealizado ou distribuído o material investigado. A Justiça Eleitoral determinou que Celina apagasse uma publicação que responsabilizava o oponente, por considerar que as referências presentes nos impressos, isoladamente, não comprovariam a autoria do material. 

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Procurada pela coluna, a campanha da governadora e candidata à reeleição preferiu optar pela cautela. Admitiu a impossibilidade de antecipar supostas conexões políticas e partidárias atribuídas ao trio suspeito, mas confirmou ter recebido a mesma informação após a operação militar. Até a publicação do texto, não houve confirmação oficial sobre prisão, detenção ou mesmo registro policial sobre o flagrante divulgado.   

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