A crise do BRB (Banco de Brasília), as contas públicas e a relação com Ibaneis Rocha (MDB) estiveram entre os principais temas da entrevista de Celina Leão (PP) ao DF2, da TV Globo, na noite desta quinta-feira, 15. Sobre a compra do Banco Master pelo BRB, a governadora reafirmou ter sido contrária à decisão do antecessor e Paulo Henrique Costa, então presidente da instituição e atualmente preso na Papuda. “Essa decisão de compra do Master, eu fui contrária desde o começo. Eu achava que o banco, que o BRB não tinha que comprar um banco privado”. A governadora reiterou diferenças com Paulo Henrique, quando ainda era vice-governadora, e defendeu que o balanço da instituição seja divulgado após a conclusão da negociação de um empréstimo de R$ 6 bilhões para cobrir parte dos prejuízos da instituição.

Ao falar sobre o orçamento do Distrito Federal, Celina afirmou ter encontrado um déficit de R$ 5 bilhões ao assumir o governo. “Nós recuperamos a capacidade financeira. A nossa maior dificuldade hoje é trabalhar com um orçamento que nós não fizemos”, pontuou. Sobre o antecessor, Ibaneis Rocha, de quem era aliada, reconheceu avanços na gestão, mas reconheceu que a saúde não foi uma prioridade do emedebista. “Eu vou em hospital toda semana, é uma prioridade para mim”.

A governadora mencionou a decisão de construir mais dois hospitais públicos e também garantiu que terá recursos para cumprir outras propostas de campanha, incluindo passe livre para inscritos no CadÚnico (beneficiados por programas sociais), novas UPAs (Unidade de Pronto Atendimento) e investimentos na modernização do metrô, modal que está “sucateado”, nas palavras da governadora. Ela lembrou recente licitação para adquirir mais cinco vagões e para melhorias no sistema de transporte. 

Ao responder sobre educação, criticou a convocação pelo Sinpro-DF (Sindicato dos Profesores) de uma paralisação quatro dias do segundo turno, o que classificou como “eleitoreira”, mas disse que continuará aberta a ouvir a comunidade escolar. “Em cinco meses nós mostramos a nossa capacidade de gestão”.

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Celina chega à reta final tentando discutir o que fez desde que assumiu definitivamente o Buriti, enquanto Leandro Grass (PT) e o presidente Lula (PT) tentam manter a crise do BRB colada à campanha da atual governadora. Celina assumiu o governo após a saída de Ibaneis e chegou ao segundo turno com 49,93% dos votos válidos, contra 34,47% de Grass. No Datafolha divulgado em 13 de outubro, a titular do Palácio do Buriti aparece com 55% das intenções de voto, ante 37% de Grass. O candidato adversário será entrevistado nesta sexta-feira (16). O segundo turno será decidido no dia 25 de outubro após o encerramento da votação, previsto para 17h..

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