Recém-empossado senador, Renzo Braz (PP-MG) mal chegou à cadeira que antes era ocupada por Rodrigo Pacheco e já encontrou pela frente uma votação com repercussão nacional. Em uma de suas primeiras decisões de peso no Senado, o suplente votou a favor da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que acaba com a escala 6×1. Não foi exatamente um voto solitário: a proposta passou, em dois turnos, por 75 votos a 1 e, agora, segue para promulgação.
Pelo texto aprovado no Senado, os trabalhadores passarão a ter dois dias de descanso remunerado por semana, enquanto a jornada máxima será reduzida gradualmente de 44 para 42 horas e, depois, para 40 horas semanais, sem redução salarial.
Depois da votação, Braz procurou colocar uma ressalva empresarial em seu apoio à mudança. Disse que votar o tema logo no início do mandato representou uma grande responsabilidade e afirmou que seu voto levou em conta a necessidade de garantir direitos sem comprometer a capacidade de adaptação das empresas.
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Na definição do próprio senador, caberá ao Congresso conciliar a valorização dos trabalhadores, o desenvolvimento econômico e a segurança para quem emprega. Foi, portanto, uma estreia sem dissidência em relação à bancada mineira: Braz, Cleitinho Azevedo (Republicanos), eleito governador de Minas Gerais, e Carlos Viana (PSD) votaram a favor da PEC em ambos os turnos.
