Não foi tranquila, como já noticiamos, a decisão de decretar o fim das bets por Medida Provisória, a nove dias do primeiro turno das eleições.

Houve um duro embate no entorno de Lula, com divergências sobre a solução a ser adotada no núcleo duro da campanha.

As vozes que saíram derrotadas defendiam que Lula fizesse o gesto de propor o fim das bets, ampliando a discussão e incentivando no Congresso uma proposta com esse teor para ser analisada pelos parlamentares.

A decisão de acabar com as apostas esportivas por meio de uma MP, no entanto, acabou prevalecendo. Segundo aliados, Lula foi muito influenciado por Sidônio Palmeira.

Embora as pesquisas às quais o PT tinha acesso mostrassem que cerca de 80% da população eram favoráveis ao fim das bets, há uma avaliação de que a forma atabalhoada como a medida foi anunciada teve impacto negativo nas urnas.

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Agora, pressionada para virar o jogo no segundo turno contra Flávio Bolsonaro, a turma do “eu avisei que não daria certo” chama a atenção para a reação dos clubes de futebol e até de parte da imprensa, bastante dependentes do patrocínio das bets. E cobra a conta da canetada de Lula.

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