A votação definitiva do fim da escala 6×1 no plenário do Senado está mantida para esta quarta-feira, 14.

A bancada do PL decidiu liberar os senadores para que cada um vote como bem entender.

Flávio Bolsonaro, senador e candidato à Presidência da República, decidiu, até aqui, votar a favor, apesar de já ter se posicionado contra o tema.

O assunto incomodou a campanha de Flávio nos últimos dias.

Pesquisas internas indicam que esse é o único tema com apelo social suficiente para provocar impacto direto no segundo turno da eleição presidencial.

Rogério Marinho, coordenador-geral da campanha de Flávio, provavelmente votará contra o fim da escala 6×1, em coerência com o posicionamento que sempre sustentou. O senador potiguar defendeu que o PL fechasse questão contra a proposta, mas sua opinião não prevaleceu.

O grupo do PL e da campanha que conseguiu convencer Flávio a votar a favor não esconde, nos bastidores, que a decisão tem um componente eleitoreiro, sim. “Não tem outro jeito”, ouviu a coluna.

O fim da escala 6×1 é, talvez, a principal aposta de Lula para virar o jogo contra Flávio neste segundo turno. A defesa da mudança na jornada de trabalho mobilizou milhões de brasileiros em manifestações no feriado de Nossa Senhora Aparecida.

Aliados de Flávio dizem que o voto contrário do candidato do PL nesse tema “é tudo o que eles querem” para explorar nas próximas duas semanas. Flávio e o PL defendem um sistema que remunere os empregados por hora trabalhada.

Antes do primeiro turno, na votação na Câmara, o PL acabou orientando voto a favor do fim da escala 6×1. Nenhum deputado queria arriscar a eleição com um posicionamento contrário.

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Agora, o mesmo raciocínio será aplicado ao Senado. O entorno de Flávio argumenta que é melhor votar a favor e, depois, “consertar” a legislação do que correr o risco de perder a eleição.

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