Após sair em desvantagem no primeiro turno, a campanha do presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, passa por reformulações que afetam tanto a coordenação política quanto a área de comunicação, duas frentes que passaram a ser alvo de críticas contundentes dentro do partido. O objetivo, de acordo com fontes a par do assunto, é buscar mais agilidade nas redes e adotar um tom mais agressivo em relação a candidato do PL, Flávio Bolsonaro, que abriu uma frente de 2,2 milhões de votos.
A chegada de novos integrantes para as duas áreas tem sido tratada como “reforço” para evitar melindres que possam atingir o coordenador-geral da campanha, Edinho Silva, e o ministro Sidônio Palmeira (Secom), responsáveis pela campanha no primeiro turno, que foi classificada pelo próprio presidente como a menos organizada de sua trajetória política. Na comunicação, entre os novos profissionais estão o publicitário Rafael Marroquim, responsável pela campanha de João Campos (PSB) à Prefeitura de Recife, Otávio Antunes, marqueteiro de confiança de Fernando Haddad, e Bruno Monteiro, que atuou na campanha vitoriosa de Jerônimo Rodrigues, na Bahia.
Apesar de se manter como ministro da Secom, Sidônio continua dando as cartas por meio de seu sócio, Raul Rabelo. Ele enfrenta críticas por decisões que, na avaliação de integrantes do PT, podem ter tirado de Lula a chance de passar para o segundo turno em melhores condições na disputa com Flávio. Na coordenação política, coube ao próprio Lula incorporar o senador Camilo Santana, ex-ministro da Educação, o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles, e o senador eleito Rui Costa, ex-ministro da Casa Civil. Santana, em uma de suas primeiras ações, assumiu o papel de porta-voz da campanha, uma função que até então estava a cargo de Edinho. Ele agora promete conversas diárias com a imprensa no QG eleitoral de Lula, no Lago Sul, em Brasília.
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A primeira entrevista ocorreu na sexta-feira, 9. Camilo Santana indicou quais devem ser os próximos compromissos do presidente em estados do Sudeste, falou da ideia de comparar o governo Lula com o legado deixado por Jair Bolsonaro, pai de Flávio, e reverberou uma das novas táticas da campanha petista, a de trabalhar com a ideia de que um novo governo bolsonarista pode criar apuros para os brasileiros, especialmente na economia, semelhantes aos que os argentinos passaram a enfrentar com Javier Milei.
