Neste dia seguinte ao primeiro turno das eleições, o PT começou a compartilhar entre militantes uma cartilha que pretende ensinar “como vencer no segundo turno”, em 25 de outubro.
O partido chama o documento de “guia prático para ganharmos as eleições com base nas últimas pesquisas”.
O texto cita a abstenção (“A gente não pode deixar nenhum voto em casa”) e pede “atenção especial” a dois grupos específicos: pessoas com 70 anos ou mais (“Relembre como foi o governo Bolsonaro, especialmente a fase da pandemia”) e beneficiários de programas sociais (“Pergunte se elas acreditam que Flávio Bolsonaro entende a situação de vida delas e de fato vai defender esses programas”).
Para buscar votos para Lula, uma das estratégias apontadas pela cartilha é “que o Flávio deixe de parecer uma alternativa aceitável” para os que votaram em outros candidatos.
“Essa pessoa não gosta de política e foge de militante: de quem lacra, aterroriza ou idolatra político. Reconheça que a terceira via é legítima e que a polarização faz mal ao país. Depois, apresente fatos sobre o Flávio e faça perguntas. Deixe que ela chegue sozinha à conclusão”, sugere o texto.
A cartilha sinaliza frases que são “ataques que melhor funcionam contra o Flávio”: “ele nunca entregou nada”; “ele vai entregar o Brasil para o Trump”; e “ele não é confiável”.
Ao mesmo tempo, o guia aconselha os petistas a, “ao invés de fazer acusações agressivas ou impor seu ponto de vista”, levantar perguntas, elencadas no documento. O texto ainda pede que esses possíveis novos eleitores de Lula sejam procurados nas redes sociais.
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“Faltam 21 dias para o segundo turno. Agora é eu (sic), você e Nossa Senhora“, finaliza a cartilha à qual a coluna teve acesso.
