O governo brasileiro intensificou nas últimas semanas o monitoramento de redes sociais, de declarações de autoridades dos Estados Unidos e de lobbies estrangeiros que possam representar tentativas de interferência nas eleições presidenciais em favor de Flávio Bolsonaro, candidato ao Planalto, ou com campanhas para atingir Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição. A informação foi publicada incialmente pelo jornal New York Times e confirmada pelo PlatôBR. 

Segundo fontes do Palácio do Planalto, a estratégia é coordenada pela Secom (Secretaria de Comunicação da Presidência da República), com apoio do Ministério das Relações Exteriores, da AGU (Advocacia-Geral da União), da Casa Civil e da Abin (Agência Brasileira de Inteligência).

O governo está pronto para alardear qualquer tentativa de interferência, seja por meio de campanhas de desinformação ou por declarações de integrantes do governo americano, incluindo o presidente Donald Trump. Nesta quinta-feira, indagado sobre as eleições brasileiras, Trump respondeu que acompanha o tema muito de perto, mas não avançou, por exemplo, com declaração de apoio ou crítica a candidatos.

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A AGU foi acionada para prestar apoio jurídico caso surjam situações que demandem a tipificação de eventuais infrações cometidas no país e no exterior, com base nas leis brasileiras e internacionais. Diplomatas brasileiros também têm dado suporte nesse acompanhamento.

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